- A CPI do INSS suspendeu a sessão após tumulto provocado pela aprovação de requerimento para a quebra de sigilo bancário e fiscal do filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”.
- Governistas se aproximaram da mesa diretora para protestar quando o presidente da CPI, senador Carlos Viana, anunciou a contagem de votos, afirmando sete votos, desconsiderando suplentes.
- A votação ocorreu de forma simbólica; não houve votação nominal porque houve um pedido anterior, e o regimento prevê intervalo de tempo entre pedidos de votação nominal.
- Após o conflito, parlamentares foram separados e a sessão foi retomada, sendo encerrada para o almoço após falas sobre o ocorrido.
- O deputado Paulo Pimenta informou que pedirá a anulação do resultado, alegando irregularidade no procedimento.
O momento de confusão ocorreu durante a sessão da CPI do INSS nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, ao ser aprovado o requerimento para quebrar o sigilo bancário e fiscal do filho do presidente Lula, conhecido como Lulinha. A presença de parlamentares oposicionistas e governistas elevou o tom, provocando o tumulto após a decisão.
A bancada governista se aproximou da mesa diretora para protestar, gerando troca de acusações sobre a contagem de votos. O presidente da CPI, senador Carlos Viana, afirmou ter contado sete votos e garantido a aprovação, apesar de alegações de desrespeito ao regimento.
A confusão começou com a votação simbólica, já que a casa descartou uma votação nominal prevista pelo regimento. Viana disse que apenas titulares votaram, enfatizando que suplentes não teriam direito ao voto, o que provocou vaias e empurra-empurra entre deputados.
Entre os envolvidos no momento de tumulto estavam os deputados Rogério Correa, Alfredo Gaspar, Evair de Melo e Luiz Lima, além de outras lideranças presentes na Mesa. A sessão precisou ser suspensa, retornando em seguida antes de ser interrompida novamente para o intervalo.
Repercussos e desdobramentos
Após a retomada, deputados passaram a discutir o que ocorreu e as medidas a adotar. O episódio levou parlamentares a cobrirem a fala de manifestantes e a questionarem a condução do presidente da CPI, com pedidos de esclarecimentos sobre a contagem de votos.
O deputado Paulo Pimenta, do PT, afirmou que o procedimento foi irregular e informou que fará o pedido de anulação do resultado. Segundo ele, o episódio violaria os princípios da democracia e da normalidade regimental.
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