- O ex-presidente Bill Clinton deve testemunhar, nesta sexta-feira, a portas fechadas, diante de um comitê da Câmara sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein.
- A reunião está marcada para 11h (horário de Nova York) e ocorre após Hillary Clinton (ex-secretária de Estado) ter deposto à frente do mesmo grupo, afirmando não lembrar de ter conhecido Epstein.
- Clinton viajou algumas vezes no avião de Epstein no início dos anos dois mil, após deixar o cargo, e documentos do Departamento de Justiça incluem fotos dele com mulheres cujos rostos foram borrados. Ele nega irregularidades e afirma ter regrettado a associação.
- O presidente do comitê, o republicano James Comer, diz que os Clinton não são acusados de crimes, mas devem responder a perguntas sobre a relação de Epstein com a fundação filantrópica ligada a eles.
- O depoimento ocorrerá perto da residência deles em Chappaqua, Nova York, após a Câmara ter ameaçado determiná-los em desacato por não cooperarem; democratas veem a ação como partidária e pedem também a oitiva de Donald Trump.
Bill Clinton deverá testemunhar nesta sexta-feira, a portas fechadas, a um comitê da Câmara sobre seus vínculos com o falecido abusador sexual Jeffrey Epstein. O depoimento está marcado para 11h (horário de Brasília), em local próximo a Chappaqua, Nova York, e ocorre no contexto de uma disputa entre republicanos e os Clintons. A finalidade é esclarecer a relação com a instituição filantrópica ligada a Epstein.
Hillary Clinton já prestou depoimento ao mesmo comitê, afirmando não lembrar de ter se encontrado com Epstein e que não tem novos relatos sobre seus crimes. O foco, no entanto, recai sobre as conexões do casal com Epstein, não sobre acusações diretas contra eles.
Bill Clinton viajou diversas vezes no jatinho de Epstein no início dos anos 2000, após deixar o cargo. Documentos liberados pelo Departamento de Justiça incluem fotos com mulheres cujos rostos estão editados. Ele nega irregularidades e afirma ter se arrependido da associação.
Contexto
O presidente da comissão parlamentar, o republicano James Comer, de Kentucky, diz que os Clintons não são acusados de crime, mas devem responder perguntas sobre Epstein e a relação com a fundação beneficente associada a ele. Eles aceitaram testemunhar próximo de casa para evitar eventual ordem de condução coercitiva.
Democratas ressaltam que outros presentes na investigação puderam apresentar declarações por escrito, não de forma presencial. Não houve indicação de que Trump seja alvo direto neste depoimento, mas o seu nome aparece com frequência nos arquivos ligados a Epstein.
O Departamento de Justiça informou que está analisando materiais mencionados na investigação sobre Trump, com possibilidade de divulgação futura. Não há acusações criminais formais envolvendo Epstein ou Trump no momento. Epstein morreu em 2019, em prisão, em supposição de suicídio.
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