- A CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) e a deputada Coronel Fernanda protocolou pedidos de prisão preventiva para Lulinha, Frei Chico e a conversão da prisão domiciliar de Daniel Vorcaro em preventiva; decisão depende de deliberação da comissão.
- No caso de Lulinha, o pedido sustenta risco de fuga, citando possível residência em Madri e informações de que há tratativas de delação premiada envolvendo ex-procurador do INSS e ex-diretor de Benefícios.
- A parlamentar aponta indícios de ligação econômica entre Lulinha e pessoas investigadas, além de indicar que elementos já tornados públicos justificam a decretação da prisão preventiva conforme o Código de Processo Penal.
- Em relação a Frei Chico, os argumentos indicam risco de interferência nas investigações, com possível influência sobre testemunhas e destruição de provas, ligando fraudes a assinaturas de aposentados geridas pelo sindicato dele.
- Sobre Vorcaro, a deputada sustenta que a prisão domiciliar é inadequada diante das suspeitas e pede a conversão para prisão preventiva, alegando risco de influência sobre testemunhas e dissipação de patrimônio.
A deputada Coronel Fernanda (PL-MT) protocolou requerimentos na CPMI do INSS pedindo a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, e a conversão da prisão domiciliar de Daniel Vorcaro para preventiva. Os pedidos dependem de deliberação da comissão.
A parlamentar sustenta risco de fuga em Lulinha, citando possível residência em Madri e o avanço das investigações. Segundo o documento, a saída do país somaria-se a notícias sobre medidas cautelares, colocando em dúvida a aplicação da lei penal.
Além disso, aponta indícios de ligação econômica entre Lulinha e investigados ligados ao suposto esquema de fraudes no INSS, com menção à chamada máfia dos descontos. Alega ainda que há elementos que atendem ao artigo 312 do CPP para a prisão preventiva.
Pedido de prisão preventiva de Frei Chico
Coronel Fernanda sustenta risco de interferência de Frei Chico nas investigações, incluindo influência sobre testemunhas e possível destruição de provas. O requerimento afirma que o sindicato sob a gestão de Frei Chico movimentou recursos bilionários entre 2019 e 2024, com assinaturas supostamente falsificadas.
A parlamentar destaca que a CPMI já rejeitou anteriormente a convocação de Frei Chico e que novas provas poderiam justificar nova avaliação. O texto afirma que recusar a prisão cautelar seria prejudicial aos aposentados e à comissão.
Conversão da domicílio de Vorcaro para preventiva
Sobre Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, a deputada argumenta que a prisão domiciliar seria insuficiente diante da gravidade das suspeitas. Alega que a medida permitiria influência sobre testemunhas ou dissipação de patrimônio.
Ela solicita a inclusão urgente do tema na pauta da próxima sessão da CPMI, a aprovação da prisão preventiva e encaminhamento imediato ao STF, com cópia à Procuradoria-Geral da República. A sessão de quinta-feira (26) foi marcada por debates entre base governista e oposição.
A Gazeta do Povo buscou comentários das defesas de Lulinha, Vorcaro, bem como de SindNapi e Frei Chico. Até o fechamento, não houve retorno. O portal permanece à disposição para atualização das informações.
Entre na conversa da comunidade