- O ministro do STF, Gilmar Mendes, derrubou a quebra de sigilo da Maridt Participações, que tem o ministro Dias Toffoli entre os sócios.
- Em resposta, o senador Sérgio Moro publicou críticas à Lava Jato nas redes, dizendo que “blindagem se escreve com G”.
- Moro afirmou que parte do STF não aceita nem um código de ética e chamou a atuação de interferência na CPI do crime organizado.
- Mendes, na véspera, provocou Moro ao sugerir que jornalistas atuavam como ghostwriters e precisavam de “ghostwriters” para escrever com “G” ou “J” a palavra tigela.
- O tema envolve cobrança por ética no STF e foi discutido após cobertura da revista The Economist sobre polêmicas na corte.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, derrubou nesta sexta-feira a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações, cuja composição inclui Dias Toffoli entre os sócios. A decisão ocorre no âmbito de ações envolvendo o caso Master e envolve questões de sigilo de atuação empresarial ligada a autoridades.
Em resposta, o ex-juiz Sergio Moro, por meio das redes sociais, criticou a Lava Jato e afirmou que a blindagem é associada a letras específicas, mantendo o tom de atrito com Mendes. A manifestação ocorreu em meio a críticas anteriores do ministro sobre a atuação de Moro e o papel da imprensa na cobertura da operação.
Durante a celebração dos 135 anos do STF, Mendes comentou sobre a imprensa e a relação com jornalistas, citando suposta participação de profissionais na redação de textos para Moro. O ministro questionou a atuação de veículos e a forma como a cobertura influenciaria decisões judiciais.
Contexto e desdobramentos
Entidades de combate à corrupção, como a Transparência Internacional Brasil, cobram ética institucional no STF e acompanharam o debate sobre códigos de conduta entre ministros. A atuação do tribunal tem sido alvo de cobranças públicas em meio a controvérsias envolvendo decisões recentes.
Moro atribuiu a Mendes a tentativa de desviar o foco de uma reportagem da revista The Economist, que descreveu o STF em termos críticos. A discussão ganhou espaço nas redes sociais, com desdobramentos sobre a percepção da população acerca da independência da corte.
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