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Oposição amplia ofensiva contra aliados do governo Lula, além de Lulinha

CPMI do INSS aprova quebras de sigilo e convocações, ampliando alcance da investigação e acirrando confronto entre Planalto e oposição

Senadores da base e da oposição travaram embate durante sessão que aprovou as quebras dos sigilos fiscais e bancários de Lulinha, filho do presidente Lula (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
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  • A CPMI do INSS aprovou requerimentos que incluem convocações e quebras de sigilo bancário e fiscal de Lulinha, ex-CEO Augusto Ferreira Lima, ex-secretário executivo Adroaldo Portal, entre outros, ampliando o alcance da investigação sobre fraudes nos descontos de aposentados.
  • Entre os alvos estão Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master; Adroaldo Portal, ex-secretário-executivo da Previdência; Gustavo Marques Gaspar; Roberta Moreira Luchsinger e Danielle Miranda Fonteles; além da CredCesta.
  • A oposição sustenta que as medidas visam rastrear fluxos de recursos e eventuais vínculos entre operadores do esquema e figuras políticas; governistas dizem que a CPMI está se politizando.
  • A entrada de André Mendonça na relatoria dos casos ligados às fraudes no INSS e ao Banco Master deu novo fôlego aos trabalhos, com a meta de concluir apurações até o fim de março.
  • Em paralelo, houve a quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) aprovada pela CPMI, após decisão da Justiça, com a PF apontando possível repasse de cerca de R$ 300 mil por meio de intermediário.

Oposição amplia ofensiva contra aliados do governo Lula na CPMI do INSS. A mobilização envolve convocações e acesso a dados de pessoas e empresas ligadas a um esquema de fraudes em descontos associativos de aposentados, ampliando o desgaste ao Planalto. Medidas foram aprovadas mesmo com a maioria governista restrita ao plenário da comissão.

A bancada de oposição avançou com requerimentos para ouvir testemunhas e solicitar quebras de sigilos bancários e fiscais. Além disso, houve autorizadas solicitações de acesso a dados financeiros de empresários, antigos integrantes do Ministério da Previdência e empresas do setor financeiro investigados no caso. O objetivo é mapear fluxo de recursos e vínculos com o coletivo investigado.

Agressiva ação ocorre após meses em que a base governista tentou conter impactos políticos das investigações. O STF autorizou, em decisão ligada ao ministro André Mendonça, a continuidade de diligências e o compartilhamento de dados, o que deu novo impulso aos trabalhos. A CPMI busca concluir as apurações até o fim de março.

Augusto Ferreira Lima é apontado pela oposição como banqueiro do PT

A oposição convocou Augusto Ferreira Lima, ex-CEO do Banco Master e atual controlador do Banco Pleno, para depor e ter seus sigilos bancário e fiscal rastreados. Lima é ligado ao CredCesta, cartão de crédito consignado, e sua atuação é associada às investigações sobre créditos de aposentados.

Roberta Moreira Luchsinger tem quebra de sigilos aprovada

Roberta Luchsinger, empresária próxima a Lulinha, teve autorização para quebra de sigilos bancário e fiscal. Ela aparece em depoimentos da Polícia Federal na Operação Sem Desconto e é citada por sua amizade com Fábio Luís Lula da Silva. A finalidade é esclarecer repasses financeiros mencionados por investigadores.

Danielle Miranda Fonteles também sob investigação

Danielle Fonteles, ex-publicitária do PT, teve a quebra de sigilos aprovada, além do acesso a Relatórios de Inteligência Financeira. Ela é ligada a operações com estruturas internacionais associadas ao grupo investigado e a movimentações suspeitas no exterior.

Ex-assessores de vice-líder do governo sob escrutínio

Gustavo Marques Gaspar e Adroaldo da Cunha Portal entraram na lista de alvos com pedidos de quebra de sigilos e de obtenção de dados. Eles são citados em reuniões não oficiais vinculadas ao Ministério da Previdência, em 2023, e a investigação envolve possíveis conflitos de interesse.

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