- Deputado estadual Rodrigo Amorim pediu cargos para compensar vagas perdidas na máquina gaúcha do Rio, após o Caso Ceperj, segundo a PF.
- A informação consta em relatório da Polícia Federal encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes no fim de janeiro; a solicitação de Amorim estava em uma planilha encontrada na sala do chefe de gabinete de Rodrigo Bacellar.
- O Caso Ceperj investigou um esquema de cargos secretos no Ceperj e na Uerj, com contratações sem transparência.
- Além dos cargos perdidos, Amorim teria pedido vagas em unidades do Detran e na Operação Lei Seca, já sob seu controle em alguns órgãos.
- Bacellar foi indiciado pela PF por suposto vazamento de informações, enquanto Amorim não se manifestou até o momento.
O deputado estadual Rodrigo Amorim (União) teria solicitado cargos a Rodrigo Bacellar (União), então presidente da Alerj, para compensar vagas perdidas no RJ após o Caso Ceperj, segundo relatório da Polícia Federal encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes.
O documento indica que o pedido de Amorim estava em uma planilha encontrada no computador do chefe de gabinete de Bacellar. O Caso Ceperj envolve contratações sem transparência no Ceperj e na Uerj, reveladas pelo UOL em 2022.
Além da reposição de vagas, o relatório aponta que Amorim pediu cargos em unidades do Detran e na Operação Lei Seca, já sob seu controle em outros órgãos, conforme a PF.
Bacellar e o indiciamento
Bacellar foi indiciado pela PF, sob risco de vazamento de informações de uma operação policial para TH Joias, ligado ao crime organizado, conforme apuração da PF.
A defesa de Bacellar repudiou o indiciamento, dizendo que não há elementos que comprovem participação em ilicitude ou vazamento, e classificou o ato como arbitrário.
Amorim ainda não se posicionou sobre o conteúdo do relatório, segundo apuração da reportagem.
Desdobramentos e contexto político
O Caso Ceperj já envolve o governador Cláudio Castro, com julgamento no TSE que pode resultar em cassação. O processo teve uma pausa por vista do ministro Antonio Carlos Ferreira, com votos pela condenação já manifestos.
Entre os réus, aparecem Amorim, Bacellar e o então vice-governador Thiago Pampolha, que deixou o cargo para assumir vaga no TCE. A atuação de Amorim também é vista como fator relevante para futuras disputas no estado.
Há indícios de que contratações secretas serviram para abrigar apoiadores de Castro e de aliados em ano eleitoral, com atuação de cabos eleitorais para deputados federais e estaduais, segundo o Ministério Público Eleitoral.
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