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Presidente da CPI avalia caminhos contra decisão de Gilmar que protegeu Toffoli

Presidente da CPI do Crime Organizado vai avaliar caminhos cabíveis após Gilmar Mendes anular quebra de sigilos da Maridt, ligada a Toffoli

O senador Fabiano Contarato (PT-ES)
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  • O presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato, disse que vai avaliar caminhos processuais em razão da decisão de Gilmar Mendes que anulou a quebra de sigilos da Maridt Participações, ligada a Dias Toffoli.
  • A CPI entende haver nexo causal entre a investigação sobre o Banco Master e o plano de trabalho que prevê apurar o uso de instituições financeiras pelo crime organizado.
  • Na última quarta-feira, a CPI aprovou a quebra de sigilo da Maridt para o período de 2022 a 2026, além de determinar quebras de sigilos do Banco Master e da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
  • A comissão aprovou convites a Toffoli e convocação dos irmãos dele, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, com presença obrigatória; também foi aprovado o convite ao ministro Alexandre de Moraes e a convocação de Daniel Vorcaro, dono do Master.
  • Oposição critica a decisão de Gilmar Mendes, com acusações de corporativismo; membros da própria CPI e outros senadores replicaram com críticas públicas.

O presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato, afirmou nesta sexta-feira que avaliará caminhos processuais cabíveis após a decisão do ministro Gilmar Mendes do STF que anulou a quebra de sigilos da Maridt Participações, ligada ao ministro Dias Toffoli e aos irmãos dele. A avaliação envolve a relação entre a apuração da CPI e a decisão judicial.

Conforme Contarato, há um nexo entre a investigação sobre o Banco Master e o plano de trabalho aprovado pela comissão, que prevê apurar o uso de instituições financeiras pelo crime organizado. A interpretação do STF, segundo o senador, diverge do entendimento da CPI. Ainda não houve intimação oficial, e o colegiado será informado antes de decidir os próximos passos.

Na última quarta-feira, a CPI havia autorizado a quebra de sigilo da Maridt para 2022 a 2026, além de determinar quebras de sigilos do Banco Master e da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. Pelo tipo de requerimento, a presença dos colaboradores é obrigatória, com Toffoli tendo participação facultativa.

Confirmações e convocações

A CPI aprovou ainda o convite ao ministro Alexandre de Moraes e a convocação de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Também está em pauta a participação dos irmãos de Toffoli, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, na condição de gestores da Maridt.

Oposição à decisão do STF foi veiculada por membros da CPI, que classificaram o ato como corporativista. Comentários apontam prejuízo à imagem da Suprema Corte e à independência institucional, segundo críticos presentes na comissão.

Reações no plenário e próximos passos

O relator Alessandro Vieira não se manifestou oficialmente sobre a decisão de Gilmar Mendes. O senador Eduardo Girão reagiu criticamente, chamando o episódio de corporativismo e defendendo mobilizações públicas. Já Esperidião Amin comparou o episódio a uma pedrada que enfraquece a confiança na instituição.

Sérgio Moro também criticou a ação, ao afirmar que houve interferência na CPI do crime organizado. Ao responder, Gilmar Mendes fez comentários durante evento de 135 anos do STF que foram interpretados como resposta às críticas. A CPI continuará avaliando o impacto da decisão e os caminhos legais cabíveis.

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