- A vereadora Sonaira Fernandes (PL) rebateu Peninha, que sugeriu excluir evangélicos do processo eleitoral, em discurso na Câmara de São Paulo.
- Ela classificou o episódio como cristofobia e questionou se evangélicos deveriam ter o direito ao voto retirado.
- Fernandes citou dados do Censo 2022 do IBGE: 49,1% dos evangélicos se autodDisponibilizaram pardos, 12% pretos e 38% brancos; juntos, pretos e pardos somam mais de 60%.
- A parlamentar afirmou que cristãos continuam sendo um povo votante capaz de decidir qualquer eleição.
- A fala de Peninha provocou reação de lideranças religiosas e parlamentares, que viram discriminação religiosa e tentativa de exclusão política.
A vereadora Sonaira Fernandes (PL) rebateu as declarações do escritor Peninha durante sessão da Câmara Municipal de São Paulo. O tema girou em torno da participação de evangélicos no processo eleitoral, após Peninha defender que esse grupo não deveria votar.
Fernandes considerou o episódio uma expressão de cristofobia e questionou, em plenário, se o grupo religioso deve ter o direito ao voto cerceado. A fala ocorreu após um vídeo de Peninha em que ele sugeriu a exclusão de evangélicos das eleições.
Para embasar sua posição, a vereadora citou dados do Censo 2022 do IBGE, apontando que parte significativa dos evangélicos se declara parda ou preta. Segundo ela, o conjunto de brancos, pardos e pretos entre evangélicos supera a maioria em várias estatísticas de composição social.
Ela reforçou que os cristãos estão decididos a participar ativamente da política e a exercer seu voto. Fernandes enfatizou que a comunidade evangélica tem presença relevante no processo democrático e não deve ser impedida de votar.
A repercussão do tema incluiu críticas de lideranças religiosas e de membros do parlamento, que veem as falas de Peninha como discriminação religiosa e uma tentativa de exclusão política com base na fé. A discussão ocorreu após o vídeo divulgado pelo escritor em canal no YouTube.
Peninha afirmou que as declarações dele provocaram reação pública, com entidades religiosas e parlamentares pedindo respeito à diversidade de crenças. Ainda não houve medidas formais anunciadas pela Câmara sobre o caso.
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