- Derrite ficou atordoado pela pressão que recebia horas antes da votação do relatório do PL Antifacção.
- Reuniões a portas fechadas na residência oficial do presidente da Câmara, Hugo Motta, com participação do ministro da Justiça, Wellington César, e equipe; governo tentava manter a tributação do setor de apostas.
- O texto do Senado criou a Cide-Bets, tributo de 15% sobre os valores apostados para financiar o combate ao crime organizado, com Derrite estimando arrecadação de até R$ 30 bilhões.
- O PP apresentou um destaque para retirar a tributação das bets; Otoni de Paula criticou o lobby das bets, questionando quem teria financiado a defesa desse interesse.
- Motta decidiu a votação simbólica do destaque, que foi aprovado, dando continuidade à aprovação do projeto.
O deputado Guilherme Derrite (PP) divulgou estar pressionado horas antes da votação do relatório do PL Antifacção. Em reuniões a portas fechadas na residência oficial do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), ele apontou onde atuavam grupos de interesse, com ênfase no lobby das bets.
A negociação teve participação do ministro da Justiça, Wellington César, e de sua equipe, que se articulavam com Motta e Derrite. Os encontros ocorreram tanto juntos quanto separados, conforme a dinâmica da bancada.
O governo Lula defendia manter a tributação das apostas no texto, com a criação da Cide-Bets, taxa de 15% sobre o valor das apostas para financiar o combate ao crime organizado. Derrite avaliou a arrecadação potencial em até R$ 30 bilhões.
Contexto da proposta e desfecho
Segundo Derrite, a Cide-Bets seria uma fonte estável de recursos para a segurança pública e uma resposta ao crescimento do crime organizado, que utilizaria apostas para lavar dinheiro. A negociação manteve o formato da tributação no texto.
Horas depois, Motta pautou a urgência do projeto, que foi aprovado, iniciando a votação do mérito. O PP apresentou um destaque para retirar a tributação das bets, ampliando o embate entre governo e opposition.
O deputado Otoni de Paula (MDB) criticou o movimento, insinuando a influência de interesses financeiros por trás da proposta. O presidente da Câmara submeteu o destaque a votação simbólica, com aprovação formal, de modo amplo.
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