- Vídeos que circulam nas redes mostram iranianos em Teerã celebrando ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, gravados antes de um apagão de internet no país.
- Em um registro, jovens aparecem gritando “eu amo Trump”; em outro, pessoas dançam nas ruas, prática proibida desde a Revolução Islâmica de 1979.
- A autenticidade das imagens não foi verificada de forma independente pelo The Jerusalem Post, mas um analista de fontes abertas afirma que as gravações parecem recentes.
- A Netblocks detectou queda drástica na conectividade no Irã, e a Guarda Revolucionária Islâmica mobilizou a milícia Basij para patrulhar as ruas de Teerã.
- O contexto inclui fragilidade interna do regime, com protestos em dezembro passado por desvalorização do rial e crise econômica, além de relatos médicos sobre violência contra manifestantes; o pastor Franklin Graham pediu orações pela libertação do povo iraniano e pelos militares.
Dois a três parágrafos iniciais descrevem o ocorrido sem julgamentos: vídeos mostram comemorações em Teerã após ataques de Israel e EUA contra alvos militares e governamentais no Irã. As imagens circulam desde a manhã de sábado e teriam sido registradas antes de um apagão digital no país. As gravações mostram jovens nas ruas, com relatos de celebração.
Ainda segundo as imagens divulgadas, moradores gritam frases a favor de figuras internacionais e aguardam desdobramentos dos ataques. Outras filmagens mostram pessoas dançando em vias públicas, prática historicamente tratada como proibida pelas autoridades desde a Revolução Islâmica de 1979. A origem dos vídeos inclui a imprensa da diáspora iraniana.
Contexto e verificação
O Iran International English publicou as imagens com a legenda de que mostram pessoas festejando após as ações. O Jerusalem Post, principal veículo referencial, ainda não confirmou a autenticidade de forma independente. Um analista de OSINT apontou indícios de que as gravações são recentes, conforme reportagem.
Paralelamente, a Mehrnews e o Rudaw English exibiram filmagens de estudantes pró-regime próximos à Universidade de Teerã, ainda sem crivo temporal claro. O episódio ocorre em meio a interrupção de conectividade no Irã, segundo o monitoramento NetBlocks, com queda acentuada da largura de banda.
Repercussões internas e externas
A Guarda Revolucionária Islâmica enviou a força Basij para patrulhas em Teerã, conforme noticiou a Fars. O contexto de fragilidade interna inclui protestos de dezembro, impulsionados pela desvalorização do rial e a crise econômica, que resultaram em mortes e prisões em massa.
Profissionais de saúde teriam relatado pressionamento de médicos que atenderam feridos, e relatos indicam perseguição de trabalhadores da saúde. Comentários de analistas internacionais indicam que crises externas costumam ser usadas pelo regime para mobilizar apoio internal; porém, especialistas ressaltam que isso não assegura desfecho político estável nem organização de oposição eficaz.
Reações e notas adicionais
Entre críticas públicas, vozes internacionais destacaram a possibilidade de fortalecimentos de narrativas de desgaste do regime. Um observador inglês ressaltou que, apesar de sinais de enfraquecimento em áreas urbanas, não há indicação de um governo substituto consolidado no momento. Em redes sociais, alguns seguidores de líderes religiosos apoiaram o governo, sem confirmar a veracidade das imagens.
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