- Ayatollah Ali Khamenei, aos 86 anos, morreu em ataque aéreo patrocinado pelos Estados Unidos e Israel.
- Foi o líder supremo do Irã desde 1989, exercendo poder absoluto sobre o regime e influenciando a política externa.
- Sob seu governo, o Irã apoiou o eixo de resistência na região, com atuação do IRGC e de milícias aliadas.
- O país enfrentou protestos numerosos entre 2025 e 2026, com críticas aos direitos humanos e repressão política.
- Sua morte levanta questões sobre o futuro da liderança e da direção do regime iraniano.
Ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morreu aos 86 anos, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira. A mídia relata que a morte ocorreu em meio a um ataque aéreo de grande escala originário dos EUA e de Israel. O regime foi impactado por décadas de controle teocrático e por ações na região.
Khamenei assumiu o poder em 1989, após a morte de Khomeini. Desde então, exerceu autoridade final sobre o país, incluindo o programa nuclear e a política externa. Também liderou o eixo de resistência, com alianças na região, segundo relatos de watchdogs internacionais.
Ao longo de seu governo, o Irã enfrentou sanções, protests e tensões com potências ocidentais. As autoridades iranianas mantinham o controle por meio de instituições religiosas e militares, com a Guarda Revolucionária atuando como principal instrumento de repressão.
Contexto regional
A presidência de Khamenei coincidiu com a intensificação do envolvimento do Irã no Oriente Médio, via Hezbollah, Hamas e milícias shiitas. A relação com Arábia Saudita e divergências com Washington moldaram a dinâmica regional ao longo dos anos.
Trajetória e legado
Nascido em Mashhad, Khamenei teve passagem pela academia clerical e pela política. Durante sua gestão ocorreu a Guerra Irã-Iraque, além de eventos como a crise nuclear e protestos populares, que marcaram décadas de governo.
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