- Países caribenhos vão enviar ajuda humanitária a Cuba, diante de crise causada pelo embargo de combustível dos EUA.
- A decisão foi anunciada ao fim da reunião de quatro dias da Caricom, realizada em São Cristóbal e Nevis, com participação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
- A reunião ocorreu em meio a tensões crescentes entre Cuba e os EUA após a prisão do aliado venezuelano Nicolás Maduro e o bloqueio de óleo imposto pelos EUA.
- A presidente da Caricom, primeira-ministra Terrance Drew, disse que o bloco de quinze países atuará de forma significativa para atenuar a crise em Cuba dentro de um mês.
- Acordo de cooperação com os EUA deve ser redesenhado para orientar migração, segurança, comércio, assistência técnica e recuperação de desastres; a Caricom ressalta que não é uma união política e cada país define sua linha externa.
Caricom anunciou envio de ajuda humanitária a Cuba, alvo de crise intensificada por embargo de combustível dos EUA. A decisão foi divulgada em coletiva de imprensa na sexta-feira, ao fim da reunião de quatro dias da Caricom em São Cristóvão e Nevis. O encontro contou com participação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para tratar das relações com os governos da região.
A reunião ocorreu em meio a tensões crescentes entre Cuba e os EUA, após a prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro por autoridades americanas e a implementação de bloqueio de petróleo por Washington no início do ano. A presidência da Caricom informou que atenderá a situação humanitária cubana de forma significativa dentro de um mês.
Discrepâncias internas e posição fraturada
No início da sessão, o primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, criticou o chamado a manter Cuba como zona de paz, citando altos índices de criminalidade em seu país e apontando vínculos entre narcotráfico, explosões de violência e tráfico de armas com a Venezuela. Analistas destacam que divergências sobre as políticas dos EUA dificultam um posicionamento único da Caricom.
Especialistas ressaltam que a visão de aliados próximos aos EUA, como Trinidad e Tobago, pode fragilizar o consenso regional. O analista Peter Wickham afirma que a Caricom precisa considerar perspectivas diversas para sustentar uma resposta coletiva. Também mencionaram pedidos de clareza sobre o papel da organização frente a intervenções militares na região.
Caminho para cooperação e próximos passos
Líderes da Caricom afirmaram que a cooperação com os Estados Unidos será ajustada por meio de um novo acordo, com foco em migração, segurança, comércio, recuperação de desastres e desenvolvimento humano. O acordo buscará estabelecer diretrizes que substituam pactos anteriores, ampliando o diálogo entre as partes.
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