- O senador republicano John Cornyn, em seu quarto mandato, disputa a primária do Texas contra Ken Paxton, com potencial para haver runoff.
- Paxton, aliado ao movimento Maga de Donald Trump, lidera em várias pesquisas e preocupa membros do partido de que uma vitória dele possa abrir espaço para os democratas no estado.
- O Comitê Nacional Republicano de Senadores já investiu dezenas de milhões de dólares para defender Cornyn, e há expectativa de mais gastos se houver segundo turno de até dez semanas.
- Paxton enfrenta anos de escândalos legais e éticos, incluindo impeachment na Assembleia do Texas, mas não foi condenado pelo Senado.
- A possibilidade de Paxton vencer pode obrigar o Republicans a redirecionar recursos de outras disputas no Senado; Trump ainda não se posicionou formalmente sobre a eleição.
O confronto interno entre dois républicanos do Texas ficou tenso na corrida pelo Senado dos EUA, com o quarto mandato de John Cornyn em jogo contra o ex-procurador-geral Ken Paxton. A disputa deve terminar possivelmente em segundo turno, após as primeiras apurações na terça-feira.
Paxton, alinhado à agenda testa-trumpista, liderou em boa parte das pesquisas, enquanto Cornyn ressaltou seu histórico de votação alinhado ao governo e sua possível viabilidade eleitoral. A tensão cresceu conforme as expectativas sobre a participação do eleitorado.
Os republicanos nacionais temem que uma vitória de Paxton abra brecha para focar recursos democratas em Texas, um estado historicamente republicano. A força financeira do comitê de senadores republicanos já foi mobilizada em defesa de Cornyn.
Paxton carrega uma série de controvérsias que o marcaram nos últimos anos, incluindo um impeachment no Legislativo do Texas por acusações de corrupção, abuso de poder e obstrução de justiça. A acusação não resultou em condenação no Senado.
A corrida também envolve o congressista Wesley Hunt, que compõe o campo ao lado de Paxton. Em entrevistas recentes, Paxton pediu mobilização de eleitores para evitar o eventual segundo turno.
No cenário nacional, ainda que a popularidade de Trump tenha oscilado, os republicanos texanos seguem firmes ao apoio ao ex-presidente. Em 2024, Trump venceu o Texas com vantagem expressiva, ampliando margens com apoio de eleitores latinos.
Cornyn reconheceu, em entrevista, que seria um desafio caso a eleição da primária reúna somente os votos da ala mais radical do partido. O comentário aponta para a importância de ampliar o espectro de apoiadores no pleito.
Washington teme que Paxton leve a disputa a desviar recursos de outras corridas importantes. Líder da maioria no Senado, John Thune indicou estar atento ao potencial turnover caso democratas apresentem candidato competitivo.
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