- Seis exilados foram formalmente acusados por “crimes de terrorismo” e ficaram detidos preventivamente no caso ligado ao ataque com velocidade que matou quatro cubanos e feriu seis outros.
- O incidente ocorreu na semana passada, após a embarcação entrar em águas cubanas e entrar em confronto com uma guarnição de fronteira.
- As autoridades cubanas alegam que os exilados vieram dos Estados Unidos com a intenção de semear o caos e atacar unidades militares.
- Foram exibidos armamentos e barcos usados no episódio; pelo menos dois dos detidos teriam sido incluídos previamente em uma lista de suspeitos.
- Segundo o procurador, as acusações podem resultar em penas que vão de dez a quinze anos para infrações mais simples e de vinte a trinta anos, ou até a pena de morte, para os delitos mais graves.
Cuba formalizou nesta terça-feira a prisão e a acusação de seis exilados, sob a acusação de crimes de terrorismo, relacionados a um ataque de speedboat na semana passada. Segundo o Ministério do Interior, as forças cubanas assassinaram quatro nacionais cubanos e feriram outras seis pessoas quando a embarcação entrou em águas cubanas. O grupo foi detido após troca de tiros com uma embarcação da guarda fronteiriça.
Os acusados foram encaminhados para detenção preventiva enquanto o inquérito avança, segundo o Ministério Público. O promotor Edward Robert Campbell informou que os episódios podem gerar uma série de acusações ligadas a atos terroristas, com penas que podem chegar a 10 a 15 anos para infrações menos graves e 20 a 30 anos, ou até pena de morte, nos casos mais graves.
A instituição cubana afirmou que os infiltrados estavam armados com quase 13 mil munições, 13 rifles e 11 pistolas, exibindo as armas em programa de TV. Além disso, mostraram imagens dos barcos com marcas de balas apontando para um confronto ocorrido a uma distância de cerca de 20 metros.
Contexto e desdobramentos
Cuba sinalizou que ao menos dois detidos já estavam em listas de suspeitos terroristas, segundo o governo. A reportagem aponta que os feridos permanecem sob custódia, sem detalhes sobre o estado de saúde ou local de retenção.
Políticos dos Estados Unidos expressaram ceticismo quanto à versão cubana, pedindo investigações independentes. O governo dos EUA interrompeu grande parte de relações comerciais com Cuba, incluindo o câmbio de petróleo, em meio a pressões por mudanças políticas e econômicas. Autoridades norte-americanas afirmaram que não houve participação de pessoal do governo dos EUA.
Entre na conversa da comunidade