- Pesquisa da Hope Not Hate com a Survation mostra que 54% dos membros da Reform UK concordam com deportação forçada ou incentivá-los a sair de cidadãos britânicos não brancos nascidos no exterior; 22% apoiam a mesma ideia para não brancos cujos pais nasceram no Reino Unido.
- A amostra incluiu 629 membros entre 29 de janeiro e 16 de fevereiro; a Reform declarou ter cerca de 270 mil membros pagantes.
- Os resultados aparecem enquanto Nigel Farage tenta atrair eleitores de centro, enfrentando pressão de sua ala mais à direita e de um novo partido de Rupert Lowe.
- Hope Not Hate alerta que o nacionalismo racial ganha espaço entre setores da base e pode se tornar mais presente na política da Reform UK.
- O relatório aponta apoio dentro do próprio partido a figuras da direita, como Tommy Robinson e Rupert Lowe, que defende deportações em massa.
Mais de metade dos membros da Reform UK apoiam deportação ou expulsão de cidadãos britânicos não brancos nascidos no exterior, aponta a primeira pesquisa pública da legenda de Nigel Farage. A sondagem ocorreu entre 29 de janeiro e 16 de fevereiro.
A Survation entrevistou 629 membros da Reforma. A organização afirma ter cerca de 270 mil membros ativos, com dados divulgados pela Hope Not Hate (HnH) nesta quarta-feira.
De acordo com o estudo, 54% defendem a deportação forçada ou a saída voluntária de não brancos nascidos no exterior. Outros 22% apoiam essa medida para não brancos cuja ascendência inclui pais nascidos no Reino Unido.
Tensão interna na Reform UK
A Hope Not Hate cita descolamento entre a ala mais moderada de Farage e a direita, onde surgem figuras como Rupert Lowe, criador do Restore Britain, e Tommy Robinson, com apoio significativo entre membros.
O relatório também aponta que parte dos filiados apoia propostas de imigração mais rígidas, alimentando críticas sobre o tom da reformulação de políticas do partido.
A organização alerta que a retórica de identidade nacional por “sangue e ancestralidade” pode se tornar mais presente no espaço político, com impactos potenciais para o debate público e a filiação de eleitores.
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