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Noem afirma que dois americanos mortos pela polícia migratória eram terroristas

Secretária de Segurança Nacional afirma que dois mortos pela polícia migratória seriam terroristas domésticos e nega envio do ICE a centros de votação

Kristi Noem durante la audiencia en el Senado para responder ante la muerte de dos ciudadanos estadounidenses a manos de policías migratorios.
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  • A secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, afirmou no Senado que não chamou as vítimas de “terroristas domésticos” e que o incidente pode ter sido considerado de terrorismo doméstico, segundo relatos da audiência.
  • Noem disse ter recebido informações do terreno e descreveu a cena como caótica, mantendo que não reconheceu ter cometido erro em suas palavras anteriores.
  • Questionada sobre ações da imigração, disse que não há planos para colocar agentes do ICE em centros de votação nas eleições de meio mandato.
  • Noem reforçou que não há quotas para deportação ou detenção de imigrantes, apesar de controvérsias anteriores e de declarações de autoridades ligadas ao governo.
  • A sessão ocorreu em meio a críticas sobre o financiamento do Departamento de Segurança Nacional e a defesa de políticas migratórias, com Noem atribuindo à oposição a responsabilidade pelo atraso de recursos.

A secretária de Segurança Nacional dos EUA, Kristi Noem, testemunhou no Senado nesta terça-feira para defender a gestão do DHS. Ela se recusou a se desculpar por classificar dois americanos assassinados pela polícia migratória como “terroristas domésticos” durante protestos pacícos contra políticas de imigração. A audiencia ocorreu no Capitolio, em Washington, DC, em meio a críticas à atuação do ICE e da Patrulha de Fronteira.

Noem afirmou ter recebido relatos de campo sobre o incidente em Minneapolis e descreveu a cena como caótica. O senador Democrata Richard Durbin questionou se tal avaliação acalma o ambiente, mas Noem manteve que não chamou os indivíduos de terroristas domésticos, apenas que o episódio parecia desse tipo. Ela disse manter o esforço de informar o público com precisão.

Durante o debate, Noem negou metas ou quotas de deportação. Ela também reiterou que o DHS não planeja enviar agentes do ICE aos centros de votação nas eleições de meio mandato, em novembro, e citou responsabilidade estadual na organização dos pleitos. A secretária destacou ferramentas de mitigação para assegurar a integridade do voto.

Em relação ao financiamento do DHS, Noem criticou a oposição por manter a agência como “rehén” da disputa orçamentária. Ela acusou os ataques da oposição de dificultarem operações e citou impactos na capacidade de trabalho dos funcionários do DHS. A parlamentar manteve o tom de defesa de políticas migratórias da gestão atual.

Noem também mencionou relatos de casos de imigração que, segundo ela, já votaram nos pleitos. Ao ser questionada sobre possíveis irregularidades, pediu que os estados utilizem recursos federais para evitar fraude e reforçar a confiabilidade do sistema eleitoral.

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