- Pedro Sánchez afirmou que a Espanha é contrária à guerra, mantendo posição clara e consistente com as respostas a Ucrânia e Gaza.
- O governo rejeita a quebra do direito internacional e a ideia de que o mundo só resolve problemas com conflitos e bombas, dizendo não aos mesmos erros do passado, citando a invasão do Iraque.
- A declaração ocorre após Trump ameaçar cortar o comércio com a Espanha caso duas bases espanholas sejam usadas nas ações contra o Irã.
- A Comissão Europeia afirmou que os interesses da União devem ser protegidos e Teresa Ribera destacou que as negociações comerciais são da UE, não de cada país isoladamente.
- A oposição reagiu, com Yolanda Díaz criticando a chantagem de um país agressor e Feijóo defendendo que a política externa não pode colocar a segurança e a posição internacional do país em risco.
Desde Madri, o primeiro-ministro Pedro Sánchez reiterou nesta quarta-feira a posição da Espanha diante da crise no Oriente Médio, afirmando que a Espanha está contra a guerra. Ele citou a necessidade de respeitar o direito internacional e evitar repetir erros do passado.
Sánchez disse que a posição espanhola é clara e consistente, igual à adotada anteriormente em relação à Ucrânia e à situação em Gaza. O governo enfatizou que não aceitará o colapso do direito internacional e não acredita que conflitos resolvam os problemas globais.
O premiê destacou que o governo espanhol busca evitar cenários de confronto, ressaltando que a estratégia é manter a Espanha fora de guerras e evitar aceitar pressões para uso de bases ou participação em operações de ataques. A referência incluiu comparação com invasões passadas.
Reações e contexto europeu
Em Bruxelas, a Comissão Europeia afirmou que protegerá os interesses da União Europeia. A dirigente Teresa Ribera, ex-vice-primeira e atual líder da transição ecológica da UE, reforçou que as negociações comerciais externas são feitas pela Comissão e não podem ser fragmentadas pelos estados-membros.
Ribera também comentou que as ameaças de interromper comércio com a Espanha lembram táticas usadas em episódios recentes envolvendo Greenland, destacando impactos imediatos sobre mercados e estabilidade econômica. O Itamaraty espanhol ressaltou a importância de manter a coesão entre os 27.
Outras lideranças espanholas cobraram respostas firmes. Yolanda Díaz, ministra do Trabalho, afirmou em rede social que a Espanha não admite chantagem nem lições de um país agressor, defendendo soberania e o direito internacional.
Perspectiva doméstica e próximos passos
As críticas à linha do governo vieram de oposição, que apontou risco à segurança e à posição internacional do país. O bloco conservador de Feijóo acusou o governo de abandonar responsabilidade externa e de buscar votos internos às custas da paz.
Ainda não houve anúncio de medidas específicas sobre o uso de bases espanholas ou a participação de tropas em ações contra o Irã. O Ministério da Defesa não informou mudanças de posicionamento neste momento, mantendo o foco na diplomacia e no respeito ao direito internacional.
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