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Trump acusa Starmer por impedir ataque dos EUA ao Irã de bases britânicas

Trump critica Starmer por não permitir uso de bases britânicas para ataques à Irã; terceira cobrança em 24 horas, cita Diego Garcia

Donald Trump said he was “not happy” even though the prime minister eventually agreed the US could use Diego Garcia for strikes on Iran’s missile facilities.
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, atacou novamente o líder britânico Keir Starmer por não permitir ataques iniciais à Iran a partir de bases no Reino Unido, chamando-o de “não é Winston Churchill”.
  • Foi a terceira crítica em vinte e quatro horas sobre a recusa britânica de apoiar os ataques iniciais; Trump citou a base de Diego Garcia como opção, mesmo com acordo posterior para uso em ataques defensivos.
  • Starmer defendeu que o Reino Unido não apoia “mudança de regime dos céus” e reiterou que não autorizará bases britânicas para ataques, porém autorizou uso de Diego Garcia e de RAF Fairford para defesa de cidadãos e aliados.
  • Em resposta, Trump sugeriu que o relacionamento com o Reino Unido não é mais o mesmo e criticou também Espanha por não permitir uso de bases britânicas; mencionou ainda diferenças com França e com o apoio da OTAN.
  • Pesquisas indicam catorze por cento de apoio à operação, com quarenta e nove por cento de oposição entre britões, e entre cinquenta por cento oposto ao uso de bases da RAF para ataques que visem apenas alvos de mísseis.

Donald Trump voltou a criticar Keir Starmer por não autorizar o uso de bases britânicas para ataques iniciais à Irã, em 24 horas de tensão entre os dois aliados. O presidente dos EUA disse a repórteres que a decisão não representa Winston Churchill, no tom pessoal que marcou o embate.

O líder britânico autorizou, ao final, o uso de Diego Garcia para ataques a instalações de mísseis iranianas, mas não o lançamento inicial a partir de bases no território britânico. Trump afirmou estar insatisfeito com o Reino Unido apesar do acordo eventual.

Nas palavras de Starmer no Parlamento, o Governo inglês avaliou a ação dos EUA como questionável legalmente e em termos de estratégia. Ele manteve a defesa de que a Grã-Bretanha não deve apoiar ações de mudança de regime do céu.

Starmer também sinalizou que o Reino Unido permitiria o uso de Diego Garcia e de RAF Fairford para ações defensivas, visando proteger cidadãos britânicos e aliados no Oriente Médio diante retaliações iranianas.

Em resposta, o chefe da comissão de assuntos exteriores do Reino Unido ressaltou que a relação com os EUA mudou, mas que o País não deve se envolver em uma escalada. Ele frisa o interesse nacional como guia da decisão.

A sessão pública também mostrou divergências políticas internas. Trump já havia criticado a Espanha por não ceder bases para o ataque, segundo relatos de sua comitiva.

Dados de opinião pública indicam ceticismo no Reino Unido sobre ações militares neste cenário, com 49% dos britânicos contrários às ações contra a Iran, segundo a YouGov.

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