- Andy Burnham criticou a estratégia de campanha do Labour, chamando-a de “falência” após a derrota na byelections de Gorton e Denton.
- O prefeito de Greater Manchester sugeriu que o estilo de campanha não conecta com eleitores que não são do Labour e com outros partidos progressistas.
- Burnham fez o discurso na British Library, em Londres, reacendendo especulações sobre sua eventual candidatura à liderança do Labour.
- A deputada Lucy Powell afirmou que Burnham provavelmente venceria a byelection, na qual o Green Party ficou em primeiro e o Labour ficou em terceiro.
- Ele ressaltou a necessidade de reforma no sistema político, criticou Westminster e Whitehall por resistirem a devolução de poderes e defendeu a ideia de “Manchesterism” como alternativa de gestão.
Andy Burnham, prefeito de Greater Manchester e ex-MP, voltou a acenar com a possibilidade de substituir Keir Starmer na liderança do Labour. Em discurso na British Library, ele criticou o que chamou de “bankruptcy” da abordagem do partido na campanha, após a derrota em Gorton e Denton.
O motivo central é a percepção de que a estratégia de campanha não conecta com eleitores fora do espectro Labour e com outros partidos progressistas. Burnham aponta que a prática de visitas porta a porta com listas de apoiadores antigos reforça um fosso entre as pessoas e a política em Westminster.
A derrota em Gorton e Denton, considerada historicamente segura para o Labour, ocorreu há uma semana. A atuação de Starmer e a decisão de bloquear a candidatura de Burnham foram citadas como contexto para o discurso.
Visão de Manchesterism e críticas a Westminster
Burnham descreveu, pela primeira vez em detalhes, a ideia de um governo que ele denominou Manchesterism, contrapondo-a ao Westminsterismo. O conceito envolve descentralização maior e uma abordagem centrada na região norte.
Durante a fala, ele também criticou a resistência de Whitehall a ampliar poderes devolvidos aos governos locais após uma década de devolução de competências. O objetivo seria ampliar o crescimento regional de forma mais uniforme.
O prefeito reforçou a necessidade de reformar tanto Whitehall quanto Westminster para acelerar mudanças. Ele destacou que o custo de vida e a percepção de atraso político exigem uma mudança de cultura administrativa.
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