- O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, criticou abertamente os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, dizendo que violam o direito internacional.
- Parolin afirmou que as ações representam uma “fraqueza do direito internacional” e que a força está substituindo a lei.
- Em entrevista à Vatican News, ele alertou que, se o mundo reconhecesse o direito de guerra preventiva, o planeta “corre o risco de pegar fogo”.
- É incomum que diplomatas do Vaticano critiquem publicamente campanhas militares; Parolin é a autoridade diplomática do Vaticano desde 2013.
- O Papa pediu no domingo o fim do conflito, em apelo à cessação da “espiral de violência”.
O Vaticano criticou, nesta quarta-feira, as ações militares dos EUA e de Israel contra o Irã, destacando que as ofensivas violam o direito internacional e alimentam o risco de guerras preventivas. Cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado, disse que as operações são uma negação da lei em favor da força.
Parolin afirmou que a aparência de que a paz surge apenas com a destruição do inimigo representa uma ameaça à ordem global. Em entrevista à Vatican News, ele ressaltou que reconhecer o direito a guerras preventivas poderia levar a conflitos amplos.
É incomum o Vaticano criticar publicamente campanhas militares específicas, já que a diplomacia da Santa Sé costuma operar nos bastidores. O diretor do Vaticano não comentou a situação do conflito no momento, mantendo o tom de cautela habitual.
Reação e contexto
As ações contra o Irã vinham se desenrolando pelo quinto dia, com objetivos declarados de frear o programa nuclear de Teerã, segundo autoridades dos EUA. O Papa Francisco tem insistido, de modo geral, na necessidade de interromper a violência nas paragens do Oriente Médio.
Entre na conversa da comunidade