- A chefe da comissão de apuração sobre o abono para cuidadores criticou as “forças de resistência” dentro do Departamento de Trabalho e Pensões (DWP) que teriam dificultado a solução dos problemas do benefício.
- Liz Sayce afirmou que, em vez de assumir as falhas, parte do DWP tentou minimizá-las e desfazer a culpa pela crise, após uma revisão publicada em novembro.
- A reportagem do Guardian mostrou, no ano passado, que falhas no DWP levaram centenas de milhares de cuidadores a dívidas e condenações por fraude, por regras complexas e mal administradas.
- Sayce disse que houve atraso interno e que, embora haja pessoas dispostas a mudança, ainda existe resistência interna que precisa ser enfrentada para reformar a cultura do órgão.
- O Senado de Trabalho e Pensões também viu críticas recentes sobre o comportamento de altos funcionários do DWP na crise, enquanto o secretário permanente do órgão anunciou que deixará o cargo em julho por motivos pessoais.
O presidente de uma comissão oficial que apura o pagamento da carer’s allowance criticou o que chamou de forças de resistência dentro do Department for Work and Pensions (DWP). Segundo a pesquisadora Liz Sayce, essas correntes dificultaram as tentativas ministeriais de solucionar problemas de longo prazo no benefício.
Sayce afirmou aos membros da comissão parlamentares que, em vez de assumir as falhas, alguns funcionários do DWP buscaram minimizar a gravidade dos erros e transferir a culpa pela crise. A análise foi publicada em novembro, após investigações que repercutiram fortemente na imprensa.
A partir de ocorrências de anos, o caso ganhou repercussão após uma reportagem do Guardian demonstrar falhas do departamento que deixaram centenas de milhares de cuidadores com dívidas não pagas, em meio a um sistema opaco e punitivo.
Embora o relatório de Sayce tenha apontado falhas sistêmicas no DWP, a pesquisadora destacou que nem todos os funcionários compartilham da mesma postura. Ela relatou ter encontrado pessoas dispostas a aprender e promover mudanças, mas também resistências persistentes.
A lendária controvérsia envolve ainda um bojo interno da pasta. Recentemente, um blog interno escrito por um diretor-geral do DWP sugeriu que os cuidadores seriam os responsáveis pelas dívidas, posição que contrasta com as conclusões do relatório e com a política do governo.
Questionada sobre a existência de uma cultura institucional, Sayce respondeu que há pessoas sérias atendendo à melhoria, mas que havia esforços para minimizar os problemas. Ela defendeu que a liderança precisa assumir as falhas e defender mudanças com mais firmeza.
Além disso, o departamento confirmou a saída do secretário permanente, Sir Peter Schofield, prevista para julho, por motivos pessoais após oito anos no cargo. A defesa da pasta é de que a saída não guarda relação com o caso da carer’s allowance.
Os debates na comissão continuam a focalizar a forma como o DWP tem lidado com as denúncias de conduta e com a cultura interna. Parlamentares sugerem que a direção precisa promover uma visão mais clara de responsabilização e de centramento nos serviços aos cuidadores.
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