- A sessão da CPI do Crime Organizado, que ouviria Vorcaro e Zettel, foi cancelada após a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e de seu cunhado pela Polícia Federal.
- Vorcaro e Zettel haviam conseguido habeas corpus no STF que os desobrigava de comparecer à CPI.
- O presidente da CPI, Fabiano Contarato, criticou a decisão de Mendonça de desobrigar Vorcaro, dizendo que isso coloca o investigado no controle do esclarecimento dos fatos.
- A PF prendeu Vorcaro em São Paulo e também prendeu Fabiano Zettel; outros mandados foram cumpridos em São Paulo e Minas Gerais.
- Dois servidores concursados do Banco Central foram afastados em conjunto com as investigações, que envolvem crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos.
A CPI do Crime Organizado cancelou a sessão prevista para hoje após a prisão de Daniel Vorcaro, banqueiro, e de seu cunhado, Fabiano Zettel, pela Polícia Federal. A oitiva iria abordar a terceira fase da Operação Compliance Zero.
Vorcaro e Zettel já tinham habeas corpus concedido pelo STF que os desobrigava de comparecer à comissão. Caso participassem, poderiam permanecer em silêncio e não produzir provas contra si. A decisão de Mendonça ficou em aberto sobre a obrigação de ir à CPI.
O presidente da CPI, Fabiano Contarato, criticou a posição de Mendonça antes das prisões, afirmando que ela transfere ao investigado a escolha de prestar esclarecimentos à sociedade. A sessão foi suspensa por falta de comparecimento decretado pela PF.
Prisões e desdobramentos
Vorcaro foi preso hoje em São Paulo, por ordem de André Mendonça. O cunhado Fabiano Zettel também foi preso; ele se entregou na sede da PF na capital paulista. Além deles, outros dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo e Minas Gerais.
A PF indicou que mensagens encontradas mostram Vorcaro discutindo ações contra adversários, incluindo o jornalista Lauro Jardim. Em uma conversa, o banqueiro mencionou a vontade de causarle danos.
Conforme relatos da investigação, Vorcaro integrava o grupo conhecido como A Turma, em aplicativo de mensagens, onde eram discutidas ações. A operação de hoje também investiga possível prática de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos pela organização criminosa.
Medidas administrativas e apoio institucional
Dois servidores concursados do Banco Central foram afastados hoje. As atuações deles –
Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana – foram suspensas por ordem judicial. As investigações contam com o apoio institucional do BC, segundo a PF.
Os desdobramentos seguem sob APF, com decisões judiciais em andamento. A PF informa que as ações visam esclarecer a atuação da organização criminosa e apurar responsabilidades.
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