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Dino suspende quebra de sigilo de empresária amiga de ‘Lulinha’ na CPI do INSS

STF suspende, temporariamente, a quebra de sigilo bancário e fiscal de empresária ligada a filho de Lula; medida pode ser reavaliada com fundamentação individualizada

Ministro do STF Flávio Dino em entrevista à TV Globo. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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  • O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu nesta quarta-feira a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela CPMI do INSS.
  • A decisão atende parcialmente a pedido da defesa, que alegou constrangimento ilegal após a comissão aprovar a medida em 26 de fevereiro.
  • Dino determinou que informações sigilosas já enviadas permaneçam sob sigilo pela Presidência do Senado Federal até o julgamento do mérito da ação.
  • O ministro destacou que a votação em globo, com 87 requerimentos aprovados conjuntamente, violou o devido processo e que a fundamentação individualizada é necessária para cada medida invasiva.
  • A CPMI pode realizar uma nova deliberação desde que cumpra o rito de análise, debate e fundamentação; não há risco imediato à investigação, pois a investigada já é monitorada pela Polícia Federal sob supervisão do STF, e o caso seguirá para o plenário.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino suspendeu nesta quarta-feira 4 de março a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela CPMI do INSS. A decisão atende parcialmente a um pedido da defesa, que alegou constrangimento ilegal após a comissão ter aprovado a medida em 26 de fevereiro.

Roberta Luchsinger é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. O caso envolve a CPMI do INSS, que apura um possível esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

Dino determinou que, se as informações já foram enviadas, devem permanecer sob sigilo pela Presidência do Senado até julgamento do mérito. A decisão ressalta que a votação em globo violou o devido processo constitucional ao aprovar 87 requerimentos em bloco.

O relator enfatizou que, embora CPIs tenham poderes judiciais, devem fundamentar cada medida de forma individualizada. Segundo ele, regras próprias não podem superar a Constituição, devendo o Judiciário impedir invasões desproporcionais à privacidade.

Durante a sessão, parlamentares da oposição contestaram a votação em bloco, defendendo a necessidade de conhecer o embasamento de cada pedido para distinguir o joio do trigo. Dino concordou com esse ponto, mantendo o controle sobre o rito processual.

Apesar da suspensão, a CPMI pode realizar nova deliberação sobre o caso, desde que siga o devido debate e a fundamentação individualizada para cada requerimento. O ministro afirmou que não há risco imediato à investigação.

O magistrado destacou que a investigação permanece sob supervisão da Polícia Federal e do STF. O caso segue para avaliação do plenário do Supremo, que poderá referendar ou alterar a decisão.

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