- O ex-comandante de alto escalão da Otan, Sir Richard Shirreff, defende Keir Starmer e critica Donald Trump por insinuar que o líder britânico é igual a Winston Churchill, dizendo que o uso militar norte-americano envolve decisões sem desfecho claro.
- Trump afirmou que não está satisfeito com o Reino Unido, apesar de Starmer ter concordado com o uso da base Diego García, nas Ilhas Chagos, para ataques contra instalações de mísseis iranianas.
- James Murray, chefe interino do Tesouro, disse que o premiê agiu no interesse nacional, com cabeça fria, clareza de propósito e foco no que é certo para o povo britânico.
- Oposição conservadora criticou o posicionamento, com o vice-líder da oposição Mel Stride dizendo que alianças são importantes e que a relação com os EUA pode ficar abalada pela postura britânica em relação ao Irã.
- O governo informou que o destróer HMS Dragon, com helicópteros Wildcat, será destacado na região perto de Akrotiri, onde houve ataques de drones iranianos com danos mínimos relatados à base britânica.
Gen Sir Richard Shirreff, ex-chefe adjunto do Comando Europeu da Otan, defendeu a posição do governo do Reino Unido após críticas de Donald Trump sobre Keir Starmer. O líder britânico autorizou o uso da base Diego Garcia para possíveis ataques contra alvos militares do Irã, embora tenha demorado a confirmar o apoio total dos EUA. A fala de Trump chamou Starmer de não parecido com Winston Churchill.
Shirreff afirmou que o Reino Unido não pode se envolver em uma guerra sem um objetivo claro de encerramento. Em entrevistas na BBC Radio 4, ele disse que houve necessidade de evitar operações com estratégia indefinida e endossos a ações com alto risco sem planejamento de saída.
O governo migrava para manter bases britânicas fora de ações iniciais, mesmo diante da pressão de Washington. O ministro próximo ao premiê destacou que a decisão foi tomada com cabeça fria, em defesa dos interesses nacionais.
Contexto internacional
Trump chamou Starmer de não ser Churchill, ao comentar a decisão de permitir o uso da base de Diego Garcia. O episódio ocorre no contexto de tensões entre EUA e Irã, com ações de defesa britânica no leste do Mediterrâneo e no espaço aéreo internacional.
O chanceler sombra Mel Stride reagiu pelo campo oposicionista, argumentando que aliados são essenciais em um mundo incerto. O partido conservador enfatizou a importância de manter a relação com os EUA, mesmo diante de divergências públicas sobre a linha de ação no Irã.
O governo informou que a presença naval britânica, com o HMS Dragon, é parte de uma resposta defensiva à escalada na região. Relatos indicaram atrasos na saída da embarcação, com críticas sobre a prontidão e a prioridade de operações no Mar Mediterrâneo.
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