- O advogado de Tina Peters afirmou que espera que o governador Jared Polis comute a sentença de nove anos de prisão a que Peters foi condenada.
- Peters era escrivã do condado de Mesa, no oeste do Colorado, e permitiu que pessoa não autorizada usasse um crachá de segurança para acessar equipamentos de votação em 2020.
- Em 2024, um júri a considerou culpada de três acusações, incluindo tentativa de influenciar um funcionário público e conduta oficial imprópria, recebendo nove anos de prisão.
- Polis sinalizou, recentemente, que pode conceder clemência; Trump já havia pedido o perdão federal de Peters, que não afeta o caso estadual.
- Asecretária de Estado do Colorado, Jena Griswold, afirmou que os casos de Peters e Sonya Jaquez Lewis não são equivalentes e criticou a ideia de tratamento especial.
A advogada de Tina Peters afirmou que espera que o governador democrata de Colorado, Jared Polis, comute a sentença de nove anos de prisão da sua cliente. Peters foi condenada por tentar influenciar um funcionário público, entre outros delitos relacionados à eleição de 2020, tornando-se a única pessoa a cumprir pena até o momento ligada a tentativas de contestar aquele pleito.
Peters atuou como secretária do condado de Mesa, no oeste de Colorado, em 2020, e permitiu que uma pessoa não autorizada usasse um crachá de segurança para acessar equipamentos de votação do condado. Informações sensíveis de senhas relacionadas ao material eleitoral foram divulgadas posteriormente e utilizadas por defensores de teorias de fraude para questionar os resultados de 2020.
Em 2024, um jurado a declarou culpada de três crimes, incluindo tentativa de influenciar um servidor público, conspiração para cometer falsificação, má conduta de função de primeiro grau, violação de dever e não cumprimento com o secretário de estado. A sentença foi de nove anos de prisão.
O advogado de Peters afirmou que Polis deve avaliar a possibilidade de comutar a pena, mencionando ainda que um tribunal de apelação do estado mostrou ceticismo quanto à severidade da punição durante uma audiência neste ano. O comentário foi feito em entrevista na última quarta-feira e é baseado no que o jurista descreveu como sinais de reconsideração por parte do governo.
Polis sinalizou recentemente que considera a possibilidade de conceder clemência. Em mensagens públicas, o governador destacou que Peters foi condenada pela mesma acusação penal — a de influenciar um funcionário público — que levou a outras decisões semelhantes em casos distintos, e usou o tema para defender que a justiça no estado e no país precisa ser aplicada de forma equânime.
A reação entre autoridades estaduais não foi unânime. A secretária de Estado de Colorado, Jena Griswold, afirmou que o caso de Peters não é comparável ao de outra ex-senadora estadual envolvida em acusações de falsificação e tentativa de influenciar um servidor público, destacando que o contexto é diferente e que Peters comprometeu a confiança pública, além de ter impactos no processo democrático.
Democratas da legislatura estadual disseram não apoiar uma redução da pena, enquanto o ex-procurador-geral do condado afirmou que qualquer modificação seria uma injustiça para os cidadãos afetados e ressaltou que a lei prevê variação de patamar para o mesmo tipo de crime, dependendo das circunstâncias. O caso segue em atenção enquanto o governador avalia as próximas etapas.
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