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Ministro húngaro: Rússia pode libertar dois prisioneiros húngaros nas negociações

O ministro das Relações Exteriores da Hungria espera que a Rússia liberte dois prisioneiros de guerra étnicos húngaros durante as negociações em Moscou com Putin

Minister of Foreign Affairs of Hungary Peter Szijjarto addresses the "Summit of the Future" in the General Assembly hall at United Nations headquarters in New York City, U.S., September 23, 2024.
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  • O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjártó, disse em Moscou que espera que dois prisioneiros de guerra étnicos húngaros sejam libertados pela Rússia durante as negociações com o presidente Vladimir Putin.
  • Szijjártó está em Moscou para o encontro, após Viktor Orban ligar para Putin para discutir a situação no Oriente Médio, na Ucrânia e o abastecimento de crude oil e gás natural para a Hungria.
  • O governo de Orban usa a guerra na Ucrânia como tema central de sua campanha para a eleição parlamentar de 12 de abril, aumentando as tensões com Kyiv.
  • O chanceler informou em transmissão no Facebook que dois húngaros étnicos presos recentemente solicitaram ajuda à Hungria.
  • A Hungria mantém relações próximas com a Rússia e se opõe a parte das sanções da União Europeia, além de ter bloqueado pacote de sanções e o empréstimo de sessenta e cinco bilhões de euros para a Ucrânia até retomarem os envios pelo gasoduto Druzhba.

O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, informou nessa quarta-feira que espera a libertação de dois prisioneiros de guerra étnico-húngaros durante as conversas em Moscou, onde deve se encontrar com o presidente russo, Vladimir Putin.

Szijjarto viajou a Moscou um dia após o primeiro-ministro Viktor Orban conversar por telefone com Putin. O tema discutido incluiu a situação no Oriente Médio, a Ucrânia e o abastecimento de petróleo e gás para a Hungria.

O governo de Orban tem usado a guerra na Ucrânia como tema central de campanha para as eleições parlamentares de 12 de abril, o que aumenta tensões entre Budapeste e Kyiv. Orban mantém laços próximos com Moscou, mesmo diante do conflito.

Szijjarto informou, em transmissão no Facebook feita de Moscou, que os dois prisioneiros de guerra étnico-húngaros teriam pedido ajuda à Hungria. A previsão é de que mais voos tragam pessoas para casa no retorno das tratativas.

Contexto político internacional

O premiê Orban tem reiterado resistência a medidas duras da União Europeia contra a Rússia, mantendo compras de petróleo e gás russos. A posição tem relação com o equilíbrio entre interesses energéticos e pressões europeias.

Na coletiva, o governo húngaro acusou Kyiv de recrutamento de etnhic-húngaros na região transcarpática. Budapest já pediu a retirada de dois conscritos que, segundo a região, seriam duplas de origem húngara.

A Hungria tem adotado posição firme após resistir ao endurecimento de sanções a Moscou. Na prática, o governo bloqueou parte do novo pacote de sanções e o empréstimo da UE até que o petróleo russo siga via Druzhba.

Fonte: Reuters

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