- Governo britânico impôs, pela primeira vez, um travão de emergência a vistos de estudo para nacionais de Afeganistão, Camarões, Mianmar e Sudão, além de vistos de trabalho para afegãos.
- A medida foi anunciada após a constatação de uso de vias legais de migração como caminho para pedir asilo no Reino Unido.
- Segundo o Home Office, 39% dos 100 mil pedidos de asilo em 2025 chegaram por meio de vias legais de migração.
- Um ministro do governo rejeitou a alegação de Donald Trump de que Keir Starmer é “no Churchill”, dizendo que o premiê manteve cabeça fria e foco na segurança nacional.
- Entre outros desdobramentos: previsão de primavera de 2026 aponta crescimento econômico menor, e uma pesquisa YouGov mostra ascensão do Partido Verde.
A governo britânico rompeu com uma prática comum ao impor pela primeira vez uma mala dura emergencial para vistos de estudo de quatro nacionalidades. Afeganistão, Camarões, Myanmar e Sudão tiveram os vistos de estudo suspensos, assim como vistos de trabalho para afegãos, em meio a acusações de uso abusivo de vias legais para pleitear asilo. A medida é justificada pela Home Office pela necessidade de conter fluxos que, segundo autoridades, exploram a generosidade do país.
Shabana Mahmood afirmou que o Reino Unido continua a oferecer refúgio a pessoas perseguidas, mas que o sistema migratório não pode ser explorado. A ministra disse que tomará decisões sem precedentes para recusar vistos a titulares dessas nacionalidades que tentem contornar as regras. O objetivo declarado é restaurar a ordem e o controle das fronteiras.
Segundo dados oficiais, 39% dos 100.000 pedidos de asilo recebidos em 2025 chegaram ao país por meio de vias de migração legais, como vistos de estudo. O governo sustenta que a flexibilização dessas rotas tem alimentado tentativas de subterfúgios para permanecer no Reino Unido.
Reação internacional e desdobramentos
Uma carta do governo destacou que ataques recentes aos interesses britânicos exigem resposta firme para proteger cidadãos. O gabinete informou ainda que, entre os próximos passos, há planos para reforçar fiscalização e acelerar processos de verificação de elegibilidade.
Paralelamente, o governo destacou ações de defesa regional, com a possível presença de uma fragata britânica em Cyprus para apoiar bases estratégicas após ataques com drones. Além disso, a equipe de governo prevê atendimento prioritário a nacionais britânicos vulneráveis em regiões de risco, com a eventual reconfiguração de rotas de viagem.
Na esfera econômica, a chanceler Rachel Reeves sinalizou que as perspectivas de crescimento foram revisadas para baixo, citando um cenário global mais incerto. Também foi mencionada a necessidade de manter políticas que protejam o emprego diante do ambiente econômico turbulento.
No campo político, o porta-voz do governo comentou que a postura de Keir Starmer perante a relação com aliados internacionais continua sob avaliação, em meio a críticas de concorrentes sobre a abordagem de segurança e defesa. O assunto ganhou cor de reagendamento contínuo na agenda legislativa.
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