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PF apura alvos: Vorcaro, ‘Sicário’, servidores do BC e policial.

Terceira fase da operação Compliance Zero mira Vorcaro, empresários e servidores do Banco Central ligados a esquema de vigilância e irregularidades financeiras, com bloqueio de bens de até 22 bilhões

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
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  • A terceira fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, mira empresários do banco Master, servidores do Banco Central, um policial aposentado e pessoas ligadas a uma estrutura de vigilância clandestina a favor do grupo ligado ao Master; medidas incluem quatro prisões preventivas, afastamentos e bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões.
  • Daniel Vorcaro, dono do Master, é apontado como chefe do grupo e comandava decisões financeiras e pagamentos ilícitos, além de ações de monitoramento e intimidação; ele já havia sido preso na primeira fase e hoje foi novamente preso preventivamente.
  • Fabiano Zettel, empresário e pastor, cunhado de Vorcaro, é considerado operador financeiro responsável por contratos simulados para lavagem de dinheiro e pelo financiamento da estrutura de vigilância; teve doações políticas relevantes registradas.
  • Luiz Phillipi Mourão, coordenador operacional da equipe de vigilância denominada “Turma”, é acusado de vigilância de alvos, obtenção de dados ilegalmente e planejamento de intimidações; nas comunicações, é chamado de “Sicário”.
  • Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, servidores do Banco Central, atuavam em funções de supervisão e gestão; Souza assinou a autorização da compra do Banco Máxima por Vorcaro e foi afastado; Santana também foi afastada e ligada a repasses e tratativas investigadas.

Empresários do Banco Master, servidores do Banco Central, um policial aposentado e pessoas ligadas a uma vigília clandestina foram alvo da terceira fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A ação envolve suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de sistemas. As medidas foram autorizadas pelo ministro do STF André Mendonça e podem atingir até 22 bilhões de reais em bloqueios de bens.

Daniel Vorcaro, dono do Master, é apontado como chefe do grupo criminoso e já havia sido preso na fase anterior da operação. A PF aponta que ele tenha comandado decisões financeiras, pagamentos ilícitos e ações de monitoramento contra desafetos e jornalistas. Vorcaro foi preso preventivamente hoje.

Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e empresário, é considerado operador financeiro responsável por estruturar contratos simulados para lavagem de dinheiro e financiar a vigilância. Ele também foi preso preventivamente.

Luiz Phillipi Mourão é apontado como coordenador de uma equipe de monitoramento. Nas comunicações, é referido como Sicário, termo usado para designar o papel de executor dentro do grupo.

Marilson Roseno, policial federal aposentado, teve prisão preventiva decretada por integrar o grupo de vigilância, levantando informações sigilosas de alvos indicados pelo esquema.

Paulo Sérgio Neves de Souza, servidor do Banco Central, é acusado de atuar informalmente a favor do Master mesmo mantendo vínculos com o órgão. Também teve medidas cautelares e afastamento do cargo.

Belline Santana, chefe do Departamento de Supervisão Bancária, assinou documentos do BC para o Ministério Público e é investigado por envolvimento em repasses ligados aos investigados. Também está afastado.

Leonardo Augusto Palhares, administrador da Varajo Consultoria, teve medidas cautelares. A PF aponta que ele formalizou contrato simulado para movimentar recursos e justificar pagamentos a outros investigados.

Ana Claudia Queiroz de Paiva, sócia da Super Empreendimentos e funcionária de Vorcaro, foi alvo de medidas cautelares. Ela figura como peça-chave na operacionalização financeira dos fluxos de repasses ilícitos.

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