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Secretário do Tesouro dos EUA diz que espanhóis colocam vidas de americanos em risco

Casa Branca critica governo espanhol por não ceder bases de Morón e Rota para ataque a Irã, aumentando atrito com aliados dos EUA e risco à vida de americanos

El secretario del Tesoro del Estados Unidos, Scott Bessent.
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  • A Casa Branca criticou o governo espanhol por não autorizar o uso das bases norte-americanas de Morón e Rota na operação contra o Irã.
  • O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que a Espanha colocou em risco a vida de americanos ao não cooperar.
  • O presidente Donald Trump chegou a ameaçar cortar laços comerciais com a Espanha por recusar o uso das bases para o ataque.
  • O governo espanhol, liderado por Pedro Sánchez, afirmou que a decisão é soberana e que o acordo de 1953 permite aos espanhóis decidir sobre o uso de suas tropas.
  • Bessent também criticou a Espanha por não cumprir a meta da OTAN de dois por cento do PIB para defesa, chamando o país de “gorrón” em tom de desaprovação.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, acusou neste quarta-feira a Espanha de colocar em risco a vida de americanos ao não cooperar com ações militares contra o Irã, incluindo uso das bases de Morón e Rota. A fala ocorreu em entrevista à CNBC, após a Casa Branca cobrar mais cooperação espanhola.

A Casa Branca vinha pressionando o governo espanhol desde o fim de semana, quando o governo espanhol rejeitou permitir que bases espanholas fossem utilizadas para ataques conjun­tos aos objetivos em Teerã. A administração americana afirmou que a postura espanhola dificultou a condução da operação.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou a cobrança durante reunião com o chanceler alemão, dizendo que poderia cortar laços comerciais com a Espanha caso as bases não fossem disponibilizadas. Trump ressaltou também divergências na meta de gasto militar entre Estados Unidos e Espanha.

A Espanha, por meio do governo de Pedro Sánchez, tem evitado ceder o uso conjunto de Morón de la Frontera e Rota para a ofensiva contra o Irã. Responsáveis espanhóis argumentam que o país não precisa elevar o gasto militar para cumprir compromissos da Otan, mantendo capacidades com recursos disponíveis.

A relação bilateral, que remonta a 1953, envolve acordos que permitem a presença de forças americanas em território espanhol, com decisão de uso sujeita à soberania espanhola. O embate atual expõe as dificuldades diplomáticas decorrentes de uma operação militar regional.

Bessent qualificou a atitude espanhola como um entrave que prejudica aliados. O secretário reiterou a crítica à postura de Madrid, enfatizando que os EUA são grandes contribuidores à Otan e que a Espanha não tem a devida participação esperada no esforço coletivo.

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