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Starmer diz aos deputados que segurar as palavras de Trump não é a relação especial

Starmer afirma que a relação especial se mostra no apoio mútuo aos EUA e na evacuação de britânicos, enquanto Trump agrava tensão no Oriente Médio

Keir Starmer, seen leaving No 10 for PMQs on Wednesday, was accused by Trump of being ‘not Winston Churchill’. Photograph: Tolga Akmen/EPA
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  • Keir Starmer afirmou que depender das últimas palavras do presidente Trump não é a relação especial, em meio a críticas à postura do Labour frente ao conflito no Irã.
  • O primeiro voo fretado para evacuar nacionais britânicos sairia de Oman às 23h locais; mais dois voos devem ocorrer nos próximos dias.
  • Mais de mil britânicos chegaram ao Reino Unido na terça-feira; oito voos comerciais devem partir dos Emirados Árabes Unidos hoje.
  • Forças britânicas já estavam em operação há semanas, em contato com os Estados Unidos, com aviões americanos operando a partir de bases britânicas para proteger vidas na região.
  • Ataques iranianos mantêm pressão na região, com um base britânica em Akrotiri sofrendo ataque de drone de forma não fatal; dois drones foram interceptados e helicópteros Wildcat com anti drone chegarão a Cyprus.

Keir Starmer afirmou aos MPs que “agarrar as últimas palavras do presidente Trump não é a relação especial”, após críticas sobre a posição do Reino Unido no conflito com o Irã. A fala ocorreu um dia depois de Trump classificar Starmer como não sendo Winston Churchill, após a recusa britânica de bases para ataques iniciais.

Badenoch questionou a condução do governo no PMQs, dizendo que os americanos destruíram bases iranianas, supostamente responsáveis por drones que atingiram uma base da RAF em Chipre. Starmer retrucou que o Reino Unido só entraria em guerra se houvesse base legal e plano viável.

A oposição destacou que, segundo ela, cabia aos EUA a tarefa de neutralizar alvos iranianos. Badenoch ressaltou que bases britânicas já teriam sido atacadas e que o Irã busca ferir militares britânicos, enquanto Starmer enfatizou a prioridade de evacuar cidadãos britânicos.

Desdobramentos militares e evacuações

O primeiro voo charter para evacuar britânicos do Oriente Médio deveria partir de Omã às 23h locais (19h GMT), com mais dois voos previstos nas próximas dias, afirmou Starmer. Mais de 1.000 britânicos regressaram ao Reino Unido na terça-feira, em meio a ataques e respostas militares na região.

Outras oito operações comerciais tinham partida programada do Emirado Árabe Unido para a Reino Unido naquele dia, segundo dados repassados aos MPs. O governo informou que as operações militares britânicas vinham ocorrendo há semanas, em coordenação com os EUA, com forças protegendo vidas americanas.

Starmer ressaltou que bases britânicas estavam operando defesas, incluindo radares, defesas terrestres, sistemas anti-drones e caças. Disse que F-35s e Typhoons atuavam na região, inclusive sobre Chipre e Qatar, para defender interesses aliados.

Além disso, helicópteros Wildcats com capacidades anti-drone devem chegar a Chipre nesta semana, enquanto o HMS Dragon poderia ser enviado ao Mediterrâneo. Um ataque com drone iraniano atingiu a base britânica de Akrotiri durante a noite, sem vítimas e com danos mínimos, segundo o Ministério da Defesa.

Cyprianos relataram interceptação de mais dois drones a caminho de Akrotiri na segunda-feira, com alerta também registrado na manhã de quarta.

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