- O ministro Gilmar Mendes, do STF, criticou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante sessão da Corte, citando uma suposta debacle econômica e afirmando que o estado sobrevive “graças a liminares” concedidas pelo próprio tribunal.
- Mendes usou um trecho bíblico, atribuído a Jesus Cristo, para comentar as críticas de Zema ao STF: “Pai, eles não sabem o que fazem”.
- A declaração ocorreu no plenário do STF na quarta-feira; o desfecho foi alvo de reação do Partido Novo, nas redes sociais, na quinta-feira.
- Zema havia criticado o STF durante ato na Avenida Paulista, dizendo que “ninguém no Brasil é intocável” e questionando investigações envolvendo ministros.
- Mendes citou decisões do STF que teriam beneficiado Minas em disputas com a União, destacando uma dívida estimada em cerca de R$ 165 bilhões e o uso de liminares; o Novo afirmou que a fala foi intimidatória, lembrando que a liminar foi concedida em 2018, na gestão de Fernando Pimentel.
Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, criticou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em sessão desta semana. O ministro afirmou que o estado foi levado a uma debacle econômica e que sobrevive graças a liminares do STF, apontando contradição em críticas ao tribunal. A fala ocorreu no plenário do STF na quarta-feira (4).
Zema vinha acusando o STF de interferência e deslegitimando decisões da Corte. No domingo (1º), o governador participou do movimento Acorda Brasil, em São Paulo, onde afirmou que ninguém no Brasil é intocável e criticou a atuação dos ministros. Em publicação, ele sugeriu que membros do STF tentam barrar investigações.
Mendes citou decisões judiciais favoráveis a Minas em disputas com a União, afirmando que o estado recorre ao STF para obter liminares que aliviam a dívida com a União, estimada em cerca de 165 bilhões de reais. Segundo ele, é contraditório atacar o tribunal ao mesmo tempo em que busca ajuda jurídica.
Reação do Novo
O Partido Novo, sigla de Zema, respondeu às declarações de Mendes em redes sociais, considerando a fala uma tentativa de intimidar críticos do STF. A legenda lembrou que a liminar suspendeu pagamentos da dívida mineira em 2018, sob gestão anterior, e avaliou que Mendes sinalizou possível retaliação caso haja críticas futuras.
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