- Teerã sofreu a pior onda de bombardeios desde o início do conflito, ocorrendo madrugada desta sexta-feira, com explosões no leste da cidade e ataques a bases e repartições.
- Isfahan e Shiraz também foram atingidas, mas com menor intensidade; a capital continua sendo o alvo principal.
- O governo de Israel afirmou que a ofensiva marca uma “nova fase” da guerra, voltada a alvos industriais de defesa iranianos e produção de missiles.
- Autoridades dos Estados Unidos e de Israel afirmam ter degradado significativamente sistemas de defesa iranianos e o comando do país; tal avaliação é contestada por analistas, que destacam resistência iraniana.
- Observatórios apontam tensões no Golfo e no Iraque, com impactos econômicos e deslocamentos de moradores na região; ao menos seis americanos foram vítimas de ataques, enquanto as baixas entre iranianos já passam de 1.300.
Teerã foi alvo neste sexta-feira do que moradores locais chamaram de a maior onda de bombardeios desde o início do conflito entre Israel e EUA, que já completa uma semana. O ataque ocorreu pela manhã, quando explosões abalaram o leste da cidade e áreas centrais, com rajadas de aeronaves em voos baixos. Avanços na ofensiva também atingiram outras cidades iranianas, como Isfahan e Shiraz, de intensidade menor.
Segundo relatos de residentes, muitos ouviram explosões contínuas e viram colunas de fumaça. Em Teerã, forças de segurança montaram postos de controle e houve reforço de presença de milícias associadas à Guarda Revolucionária. O bombardeio mira, segundo a afirmação inicial de Israel, a infraestrutura considerada crítica ao regime.
A ofensiva, anunciada como uma “nova fase” do conflito, envolve ataques a alvos estratégicos no interior iraniano. O Instituto de Estudos de Guerra dos EUA aponta que as ações visam instalações de defesa e produção de mísseis, com desocupações de áreas industriais ordenadas na província de Teerã. O governo iraniano informou danos locais, sem detalhar vítimas.
Dados de observatórios independentes indicam que, entre sábado e quinta-feira, o Irã lançou ataques de retaliação em múltiplos países produtores de petróleo, enquanto EUA e Israel realizaram ataques contra alvos iranianos. Fontes oficiais apontam prejuízos significativos para defesas aéreas e comando e controle, sem confirmar números de baixas de forma independente.
Enquanto isso, relatos de moradores descrevem uma cidade que, apesar da violência, permanece em grande medida funcional, com comércio e serviços ainda operando, ainda que com preços elevados. Em várias regiões, os deslocamentos seguem sendo observados, com famílias buscando abrigo fora de Teerã. A situação econômica e de segurança permanece volátil, alimentando incertezas sobre desfechos da guerra.
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