- O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou haver preocupação crescente na Europa com a guerra liderada pelos EUA e por Israel contra o Irã, destacando uma escalada perigosa sem um plano conjunto para encerrá-la.
- Merz repetiu críticas feitas no fim de semana e disse que não há indicação de um acordo para terminar rapidamente o conflito.
- Ele participou de coletiva em Berlim com o primeiro-ministro da República Tcheca, Andrej Babi, e ressaltou que a Alemanha não quer uma guerra sem fim nem a dissolução da integridade territorial do Irã.
- O discurso enfatizou a necessidade de um Irã estável e viável como parte de uma ordem regional de paz e segurança, sem ameaças a Israel ou a parceiros.
- Também foi destacada a importância econômica do Estreito de Hormuz, pela passagem de cerca de um quinto do petróleo mundial, e o risco de impactos se a passagem permanecer fechada por longos períodos.
Germany’s Merz vê sem plano para encerrar rapidamente a guerra contra o Irã
- Berlim, 10 de março – O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou haver preocupação crescente na Europa com a ofensiva liderada pelos EUA e Israel contra o Irã, apontando uma escalada perigosa sem um plano conjunto para encerrar o conflito. Anotou que a situação é inseparável de interesses regionais.
- Merz participou de uma coletiva em Berlim com o primeiro-ministro checo Andrej Babis, destacando alinhamentos com objetivos norte-americanos e israelenses, mas ressaltando dúvidas que surgem a cada dia sobre a condução da operação. Em tom cauteloso, pediu um fim estável para a crise.
Contexto estratégico
- O chanceler enfatizou que o Irã deve manter sua integridade territorial, soberania e viabilidade econômica, sob risco de impactos regionais. Observou que o estreito de Hormuz, pela qual passa cerca de 20% do petróleo mundial, pode sofrer efeitos de uma interrupção prolongada.
- A possibilidade de exacerbação econômica e desordem institucional no Irã é apresentada como risco para a segurança regional, para o abastecimento energético e para fluxos migratórios, segundo Merz. Analistas veem a situação como um ponto de inflexão para a diplomacia regional.
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