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PT do Maranhão repensa candidatura e mira aliança com PSD após Brandão

PT do Maranhão avalia aliança com o PSD para apoiar Eduardo Braide ao governo e lançar Felipe Camarão ao Senado, encerrando impasse com Brandão

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), e a senadora Eliziane Gama (PSD) - Câmara dos Deputados/Reprodução/redes sociais/Waldemir Barreto/Agência Senado
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  • PT do Maranhão avalia apoiar Eduardo Braide (PSD) para governador, abrindo caminho para alianças no estado.
  • Existe a possibilidade de o PT indicar o vice-governador Felipe Camarão (PT) ao Senado, em dobradinha com a senadora Eliziane Gama (PSD).
  • O acordo de 2022 previa que o governador Carlos Brandão disputaria o Senado, abrindo espaço para Camarão, mas Brandão rompeu o pacto ao apostar no sobrinho Orleans Brandão ( MDB ).
  • Lula tentou mediar a questão, inclusive oferecendo vice na chapa do PT e, depois, sugerindo nomes neutros; Brandão rejeitou as propostas.
  • Pesquisas recentes apontam Braide na liderança; Camarão disse a Gleisi Hoffmann que aceitaria abrir mão do governo para concorrer ao Senado, ainda sem comentário oficial.

O PT do Maranhão avalia mudar de estratégia diante da resistência de Carlos Brandão (PSB) em abrir mão de lançar o próprio sobrinho nas eleições de 2024. A sigla pode apoiar Eduardo Braide (PSD), atual prefeito de São Luís, para o governo estadual. A mudança acontece após tentativas de mediação de Lula sem sucesso até o momento.

Dirigentes do PT indicam que o vice-governador Felipe Camarão (PT) seria o nome do partido para a disputa ao Senado, em dobradinha com a senadora Eliziane Gama (PSD), que busca a reeleição. O Palácio do Planalto já teria sinalizado apoio ao eventual acordo entre PT e PSD.

A mudança de postura decorre de dificuldades para costurar uma aliança estável no estado. Em 2022, Brandão assumia o compromisso de disputar o Senado, abrindo espaço para Camarão como seu eventual sucessor. O acordo foi rompido após Brandão articular a candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao governo.

Lula tentou intervir para destravar a disputa, primeiro pedindo que Brandão honrasse o acordo de 2022, depois oferecendo a vaga de vice em chapa do PT. Em uma terceira tentativa, mencionou Iracema Vale (MDB) como opção neutra, mas Brandão rejeitou todas as propostas. Ministros e auxiliares acompanharam as conversas.

Entre alianças e cenários, crescia a preocupação de que a fragmentação do campo governista beneficiasse Lahesio Bonfim (Novo), também na disputa pelo governo. Pesquisas recentes mostram Braide liderando as intenções de voto, com a sondagem Paraná Pesquisas apontando 34% para o prefeito.

Nesta segunda-feira, Camarão reuniu-se com Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, e sinalizou aceitar abrir mão da disputa ao governo para concorrer ao Senado. O vice-governador não se manifestou oficialmente sobre o assunto.

A reportagem confirmou que, em fevereiro, Camarão disse, em evento em Salvador (BA), manter diálogo respeitoso com Braide e não ver obstáculos a uma eventual aliança, desde que a prioridade seja a reeleição de Lula. O PSD, partido de Braide, deve lançar candidato próprio à Presidência.

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