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China amplia influência sobre a Coreia do Norte; Kim Jong Un pode atender?

China reforça influência econômica sobre a Coreia do Norte, com infraestrutura na fronteira e aumento do comércio, em meio a aproximação entre os dois países

North Korean servicemen walk at a newly constructed embankment in Hadan district of Sinuiju, seen from Dandong
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  • A China está reforçando sua influência sobre a Coreia do Norte, buscando abrir espaço para mais comércio e investimentos, em meio a um cenário de aproximação entre os dois países.
  • Pequim enviou uma equipe econômica à Pyongyang após Kim Jong Un chegar a Beijing de trem blindado para uma parada militar em setembro; cinco semanas depois, o premier Li Qiang visitou Pyongyang.
  • Dados de comércio mostram a China: exportações para a Coreia do Norte atingiram 2,3 bilhões de dólares no ano passado, alta de cerca de 25% em relação ao anterior.
  • Infraestrutura na fronteira foi ampliada, com obras em corredores rodoviários, portos e novas instalações, enquanto a China anunciou a retomada do serviço de trem de Beijing a Dandong a Pyongyang, limitado a viajantes com visto de negócios norte-coreano.
  • Analistas veem a cooperação crescendo de forma gradual, com a Coreia do Norte já reforçando laços com Moscou e China buscando ampliar dependência econômica e espaço político na região.

China reforça sua influência sobre a Coreia do Norte, em meio a sinais de aproximação entre Pequim e Pyongyang. A visita de Kim Jong Un a Beijing para um desfile militar em setembro abriu espaço para negociações econômicas, com a participação de uma equipe econômica norte-coreana. Quinze semanas depois, Li Qiang visitou Pyongyang e autoridades chinesas anunciaram a escrita de um “novo capítulo”.

A Reuters analisou dados de comércio, imagens de satélite e entrevistas com dezenas de pessoas para mapear o movimento. A China busca reverter a distância com a Coreia do Norte, que se aproximou de Moscou desde a invasão da Ucrânia, ampliando parcerias para contornar sanções internacionais.

BRIDGING THE DIVIDE

No território fronteiriço de Dandong, imagens de satélite mostram obras em infraestrutura para facilitar o trânsito transfronteiriço. Estradas, portos e obras no North Korea’s New Yalu River Bridge ganham destaque, sinalizando mudanças logísticas entre os dois países.

A Coreia do Norte também avança na sua margem norte da fronteira, com instalações aduaneiras e de imigração em desenvolvimento ao lado da ponte não utilizada. O conjunto de obras indica um ritmo gradual de reopenings, ainda sujeito a restrições de sanção e verificação de compliance.

COMERCI E USO DE MATERIAIS ESTRATÉGICOS

As exportações chinesas para a Coreia do Norte atingiram US$ 2,3 bilhões no ano anterior, alta de 25% em relação ao ano anterior. Entre os itens de comércio, aparecem matérias-primas utilizadas na indústria e, especialmente, artesanato têxtil como pelos de cabelos, que cresceram drasticamente nos últimos anos.

Pesquisas indicam que a China também é compradora importante de minérios estratégicos norte-coreanos, como molibdênio e tungstênio, usados em componentes de foguetes e mísseis. Dados alfandegários indicam volumes recordes nesses itens em 2025.

CENÁRIO POLÍTICO E ECONÔMICO

A proximidade entre Beijing e Pyongyang ocorre em meio a discussões políticas regionais, já que Washington planeja visitas e negociações com Coreia do Norte podem depender de atos dos EUA. Kim Jong Un sinalizou prioridade à cooperação com a China para avançar objetivos comuns no plano de longo prazo.

Em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que as relações bilaterais avançam para ampliar intercâmbios na fronteira, sem detalhar sobre a relação com Moscou. Enquanto isso, a embaixada norte-coreana não respondeu a questionamentos.

PERSPECTIVAS DE REABERTURA

O retorno gradual do trânsito de passageiros entre Beijing, Dandong e Pyongyang foi anunciado, com restrições de vistos para negócios norte-coreanos. A notícia coincide com a retomada do comércio de fronteira, apesar de o turismo ainda enfrentar entraves oficiais.

Observadores destacam que o ritmo de retomada depende de progressos na flexibilização de sanções da ONU. Enquanto isso, a Coreia do Norte mantém cautela diante de avanços, procurando diversificar relações estratégicas para sustentar a economia.

OBSERVAÇÕES REGIONais

A cooperação econômica entre China e Coreia do Norte é acompanhada de comentários de analistas sobre impactos regionais. Alguns veem a aproximação como forma de reforçar influência de Pequim na região e, ao mesmo tempo, sinalizar a Washington uma posição de peso frente aos desdobramentos estratégicos com Pyongyang.

Governação chinesa reforça que as ações buscam ampliar cooperação fronteiriça para favorecer intercâmbios e comércio, sem abordar explicitamente questões sensíveis. O governo norte-coreano não respondeu a perguntas específicas sobre medidas de cumprimento de sanções.

CONTEXTO INTERNACIONAL

Especialistas destacam a importância de observar a continuidade das iniciativas de infraestrutura e de comércio ao longo dos próximos meses. A evolução pode impactar negociações com Washington e o diálogo regional sobre desnuclearização e estabilidade na península.

Relatórios de campo indicam que o comércio com a Coreia do Norte continua sob rígidas salvaguardas internacionais, com tráfego de mercadorias e serviços sujeitos a controles. O desenho de novas rotas comerciais sugere um planejamento de longo prazo entre as duas nações.

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