- A CPI do Crime Organizado aprovou a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, com solicitação de relatórios de inteligência financeira ao Coaf de 2020 a 2026.
- Também foi autorizada a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Luiz Phillipi Moraes Mourão, o “Sicário”, que morreu sob custódia da Polícia Federal na última semana.
- Zettel foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero e se entregou às autoridades após ordem de prisão.
- A comissão convocou dois ex-integrantes do Banco Central citados nas investigações: Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, além de pedir informações ao presidente do BC, Gabriel Galípolo.
- Também houve pedidos de informações sobre investigações ligadas ao caso Banco Master.
A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A medida foi aprovada nesta quarta-feira 11, no âmbito da investigação de organizações criminosas e de ligações com o sistema financeiro.
Também foi autorizada a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. O colegiado investiga a atuação de “faz tudo” ligado ao núcleo empresarial do Master.
As medidas foram aprovadas em bloco durante a reunião da comissão. No caso de Zettel, os senadores solicitaram relatórios de inteligência financeira ao Coaf, referentes a 2020 a 2026.
Zettel integrou a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada. Ele se entregou às autoridades após ordem de prisão, segundo informações da PF.
Ele é casado com Natália Vorcaro, irmã de Vorcaro, e é considerado próximo ao grupo empresarial ligado ao Banco Master, conforme apuração da investigação.
Mourão, alvo da operação, morreu no último sábado 7 após tentar atentar contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais. A CPI encaminhou perguntas sobre o caso ao STF.
A CPI também convocou dois ex-integrantes do Banco Central citados no inquérito: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização, e Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária.
Além disso, a comissão solicitou ao atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, informações sobre processos administrativos que levaram ao afastamento dos servidores envolvidos.
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