- Maurício Moura, fundador do Instituto Ideia, afirmou que será mais difícil Flávio Bolsonaro dissociar-se da gestão do pai do que travar a disputa sobre quem é mais ou menos corrupto.
- Ele explicou que, em eleições polarizadas, a rejeição costuma pesar cedo e empurrar a disputa para a margem.
- Moura disse que o tema central para Flávio é a Covid-19, cuja gestão foi crucial para a reprovação do governo.
- Sobre a reeleição, a diferença entre quem quer o presidente no poder fica em torno de três a quatro pontos percentuais e esse grupo pode decidir o resultado.
- Entre esses três ou quatro pontos, o principal tema é economia e custo de vida, que afetam quem não consegue fechar o mês.
Flávio Bolsonaro encontrará mais dificuldade para se afastar da gestão de Jair Bolsonaro do que para enfrentar uma disputa sobre quem é mais ou menos corrupto. A avaliação é do Maurício Moura, fundador e presidente do Instituto Ideia, em entrevista ao UOL News – 2ª edição, pelo Canal UOL.
Segundo Moura, a rejeição ao governo costuma pesar cedo em disputas polarizadas e tende a se manter, empurrando a eleição para a margem de votação. Ele aponta que o tema central de campanha para o Flávio é desvincular-se de aspectos que contribuíram para a reprovação do governo.
Moura afirma ainda que a diferença entre os que aprovam ou desaprovam o retorno do presidente ao poder envolve poucos pontos percentuais, e que esse desfecho pode ser decidido pela percepção sobre a continuidade de quem está no cargo.
Para o especialista, a economia e o custo de vida são o foco da maioria dos eleitores que formam esse pequeno saldo decisivo, especialmente entre quem enfrenta dificuldades para fechar o mês.
A análise de Moura também ressalta que até sondagens com pequenas margens podem definir o ritmo da campanha, com a economia emergindo como tema dominante para os próximos passos eleitorais. Fonte: UOL News, Canal UOL.
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