- Mandelson foi demitido como embaixador britânico em Washington por ligações com Jeffrey Epstein; ele fez entrevista à BBC dizendo que não vai sumir.
- O governo vê potencial problema para Keir Starmer, já que Mandelson pode expor falhas em decisões do premiê.
- O primeiro lote de documentos mostra que Mandelson recebeu £75 mil de severance após ter pedido inicialmente mais de £500 mil à Foreign Office.
- A diligência apresentou várias sinalizações de risco na nomeação, incluindo a relação próxima de Mandelson com Epstein e o conhecimento de Starmer sobre possíveis conflitos de interesse.
- Também houve preocupação com a segurança: Mandelson chegou a receber briefing altamente classificado antes da conclusão da verificação; Starmer pediu revisão do processo de segurança.
Peter Mandelson voltou a causar impacto político ao ser alvo de perguntas sobre a decisão de Keir Starmer ao nomeá-lo em cargo estratégico no governo. Mandado como embaixador britânico em Washington, ele foi afastado quatro meses antes por ligações com Jeffrey Epstein, e desde então tem mantido presença pública, apesar do escrutínio.
A divulgação dos primeiros documentos sobre o caso ocorreu após pressão dos Conservadores, reacendendo o debate sobre a avaliação de risco na nomeação de Mandelson. Entre os pontos destacados, está a oferta de um pagamento de rescisão de 75 mil libras, após Mandelson ter inicialmente solicitado mais de 500 mil libras.
Os documentos também revelam que Mandelson pediu para retornar ao Reino Unido com “digno retorno” e baixa exposição mediática, o que reforça a percepção de preocupação com a imagem. Não há, nos papéis, relatos extensos dele sobre o episódio com Epstein.
Do lado do governo, surgem questionamentos sobre o processo de due diligence utilizado na nomeação. O relatório de proteção de segurança menciona uma relação próxima entre Mandelson e Epstein, com a amizade mantendo-se após a condenação do empresário. O primeiro-ministro era informado sobre possíveis conflitos de interesse ligados ao trabalho de Mandelson na Global Counsel.
Outros relatos indicam reservas de assessores próximos ao premiê. Jonathan Powell, conselheiro de segurança nacional, e Morgan McSweeney, ex-chefe de gabinete, foram mencionados como cientes dos riscos, embora as preocupações tenham sido superadas. A avaliação interna descreveu o andamento do processo como incomum e apressado.
Além disso, as informações indicam que Mandelson recebeu orientação de que as questões haviam sido respondidas, apesar das ressalvas expressas por membros do governo. Philip Barton, então secretário permanente do Ministério das Relações Exteriores, também havia demonstrado preocupações, segundo os documentos.
O periódico aponta ainda que Starmer pediu uma revisão dos critérios de segurança nacional aplicados a nomeações. Nessa linha, parlamentares da base enfrentam dúvidas sobre a atuação do governo e o potencial impacto na confiança interna do Labour.
Os detalhes, ainda em fase de divulgação, devem continuar influenciando o debate político à medida que novos lotes de documentos e possíveis evidências da investigação policial forem tornados públicos. A força da pressão dependerá da percepção pública sobre a capacidade de julgamento do premiê.
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