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Toffoli se declara suspeito para julgar prisão de Vorcaro

Toffoli declara suspeição para julgar prisão de Vorcaro; decisão pode redistribuir ações ligadas ao Master e impactar investigações em curso

Ministro havia se afastado de julgamento de CPI horas antes de anunciar que não participará de nenhum julgamento sobre o banco.
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  • O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar a decisão de André Mendonça que determinou a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • A decisão ocorreu após Toffoli ter deixado a relatoria de um processo que pede a instauração de uma CPI para investigar o Master.
  • Mendonça assumiu a relatoria do caso e determinou a prisão de Vorcaro, inicialmente na penitenciária 2 de Potim, e depois transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.
  • A ação integra a terceira fase da Operação Compliance Zero; além de Vorcaro, foram presos o cunhado Fabiano Zettel e dois suspeitos de integrar uma milícia privada, em procedimento separado do inquérito principal.
  • O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master; Toffoli soltou Vorcaro com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

O ministro do STF Dias Toffoli declarou-se suspeito para julgar a decisão de André Mendonça que determinou a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A medida ocorreu nesta quarta-feira, 11, após Toffoli deixar a relatoria de um pedido de instauração de CPI sobre a instituição.

Mendonça assumiu a relatoria após a PF apontar suspeição de Toffoli. Em sessão, os ministros apoiaram o magistrado, mas afirmaram que Toffoli pediu redistribuição do caso para evitar eventual conflito.

O procedimento ligado à terceira fase da Operação Compliance Zero envolve a prisão preventiva de Vorcaro, do cunhado Fabiano Zettel e de dois suspeitos ligados a uma milícia privada. A ação tramita em processo apartado do inquérito principal sobre o Master.

Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos, a caminho de Dubai, e o BC decretou a liquidação extrajudicial da instituição. Toffoli liberou o empresário com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Após Mendonça assumir o caso, foi determinada a prisão de Vorcaro na penitenciária 2 de Potim (SP). A transferência para a Penitenciária Federal de Brasília ocorreu após a descoberta da milícia privada.

Durante a intervenção para extração de dados do celular do empresário, surgiram nomes de outros envolvidos, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, segundo o material divulgado.

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