- O jornalista Luis Pablo Conceição nega monitorar o ministro do STF Flávio Dino e relata ter sido alvo de operação da Polícia Federal determinada por Alexandre de Moraes.
- A PF chegou à residência dele às seis da manhã de terça-feira, cumpriu mandados de busca e apreendeu dois celulares, um computador e um HD externo.
- Publicações do repórter desde novembro do ano passado, acusando Dino de usar carro oficial do Tribunal de Justiça no Maranhão, teriam motivado a ação.
- A investigação foi aberta a pedido de Dino; inicialmente encaminhada a Cristiano Zanin, depois redistribuída, e, por Moraes, por ser relator do inquérito das fake news.
- O Supremo Tribunal Federal informou que houve monitoramento ilegal dos deslocamentos do ministro em 2025 e destacou que a apuração não envolve crimes contra a honra ou liberdade de expressão.
Na terça-feira, a Polícia Federal realizou mandados de busca e apreensão contra o jornalista Luis Pablo Conceição, sob determinação do ministro Alexandre de Moraes. O objetivo é apurar suposta perseguição ao ministro do STF Flávio Dino.
Conceição afirmou que as ações configuram uma acusação de perseguição que ele nega veementemente. Segundo relatos do repórter, foram apreendidos dois celulares, um computador e um HD externo usados no trabalho jornalístico.
O repórter informou que ainda não teve acesso integral ao conteúdo da investigação. Ele afirmou que mantém o compromisso com o jornalismo e a apuração responsável de fatos de interesse público.
Panorama da investigação
O caso chegou a Cristiano Zanin, que pediu a redistribuição da apuração. Em seguida, Moraes passou a conduzir o processo, em função de sua atuação como relator de um inquérito sobre fake news.
O STF comunicou que houve alerta sobre um monitoramento ilegal dos deslocamentos do ministro Dino em São Luís. Segundo o tribunal, teriam sido publicadas informações como placas de veículos, números de agentes e outros detalhes.
O STF ressaltou que a linha focal da apuração é apurar os monitoramentos ilegais dos procedimentos de segurança. A instituição aponta que o tema não envolve crimes contra a honra ou liberdade de expressão nem inquérito sobre fake news.
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