- A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), disse que deixará o cargo até o final do mês para disputar o Senado em outubro.
- Ela não confirmou a candidatura pelo PSB, e o MDB deve integrar o arco de alianças em torno da reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
- Tebet pretende mudar o domicílio eleitoral para São Paulo, apesar de ser natural de Mato Grosso do Sul, onde já foi senadora.
- Ela afirmou ter recebido positiva convocação para cumprir a missão e destacou que São Paulo foi o estado com mais votos para ela na eleição presidencial.
- A possibilidade de compor chapa com Fernando Haddad (PT), com apoio de Geraldo Alckmin (PSB), mantém Marina Silva como possível colega de disputa pelo Senado em São Paulo.
Simone Tebet confirmou nesta quinta-feira 12 que deixará o cargo de ministra do Planejamento até o final do mês para disputar o Senado nas eleições de outubro. A decisão foi comunicada a jornalistas durante evento em Campo Grande (MS).
A ministra, que pertence ao MDB desde 1990, não confirmou oficialmente a candidatura pelo PSB, tribunal que aparece nos bastidores como opção. O MDB integra o arco de alianças em torno da reeleição do governador Tarcísio de Freitas, o que dificultaria a tentativa de Tebet pelo Senado.
Tebet disse ter recebido um chamado positivo ao longo de seis meses para cumprir um papel nacional. Ela destacou que o voto de São Paulo, onde teve expressivos resultados, pesou na decisão e que pretende mudar domicílio eleitoral para concorrer no estado.
Ela revelou ter conversado com o presidente e com o vice-presidente sobre o pedido para integrar a chapa liderada por Haddad no PT. A ministra afirmou que, para tomar a decisão, contou com apoio da mãe, que fazia parte de sua reflexão.
A senadora natural de Mato Grosso do Sul reforçou que a mudança envolve vínculos pessoais, como a proximidade com familiares em São Paulo. Tebet também ressalta ligações com o estado, onde tem raízes acadêmicas e familiares.
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