- A Casa Branca avalia suspender temporariamente a Jones Act, por um período limitado, para permitir que navios estrangeiros transportem combustível entre portos dos EUA e facilitem remessas de energia e agrícolas.
- A possível isenção de cerca de 30 dias poderia ser anunciada ainda nesta quinta-feira, visando conter a alta dos preços de combustível desde o início da guerra.
- A medida não está finalizada e busca reduzir interrupções de fornecimento associadas ao conflito entre EUA/Israel e Irã.
- A Jones Act exige que mercadorias entre portos dos EUA sejam transportadas por embarcações construídas nos EUA, com bandeira e propriedade americanas, o que restringe o número de navios disponíveis.
- Segundo especialistas, a isenção pode não reduzir significativamente o preço da gasolina, mas pode desacelerar altas em regiões dependentes de importação, como a Costa Oeste e o Nordeste; preços atuais: gasolina US$ 3,60 o galão, diesel US$ 4,89 o galão.
O governo de Donald Trump avalia suspender temporariamente a exigência da Jones Act, a lei de transporte marítimo, para permitir que navios estrangeiros circulem entre portos dos EUA. A medida visa garantir que remessas de energia e agrícolas cruzem livremente as rotas internas em meio a interrupções decorrentes da guerra entre EUA e Israel e o Irã. A ideia foi anunciada pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta quinta-feira.
Segundo a proposta, a suspensão poderia durar até 30 dias, e seria aplicada para facilitar o fluxo de combustíveis e produtos agrícolas vitais entre portos norte-americanos. A Casa Branca ressaltou que a ação ainda não está finalizada e depende de decisões oficiais, com a possibilidade de divulgação de detalhes ainda hoje.
A remessa de petróleo e derivados entre portos dos EUA, sob a Jones Act, exige navios com bandeira e construção norte-americanas. A isenção permitiria o uso de navios estrangeiros, o que poderia reduzir custos de transporte e acelerar entregas, especialmente em regiões densamente dependentes de importações. Analistas ouvidos pela imprensa apontam que o impacto direto nos preços da gasolina pode ser limitado, mas a medida pode conter altas em áreas como Costa Oeste e Nordeste.
Dados de preços de combustível recentes indicam pressões no mercado: a gasolina mede US$ 3,60 por galão, e o diesel chega a US$ 4,89 por galão, marcas registradas pela AAA. Analistas destacam que o Irã segue disputando o controle de rotas marítimas estratégicas, o que dificulta ações que poderiam reduzir custos de energia no curto prazo.
A avaliação da administração ocorre em meio a altas nos preços da gasolina e ao calendário eleitoral, com críticas de oponentes sobre a capacidade de proteção aos consumidores. A iniciativa foi trazida por fontes próximas ao governo e divulgada pela Reuters, com participação de jornalistas como Shariq Khan na apuração.
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