- O Irã elevou o tom após ataques recentes e a Guarda da Revolução Islâmica disse que qualquer ataque à infraestrutura energética iraniana terá resposta “esmagadora” e pode afetar petróleo e gás da região.
- Três fatores tornam as ameaças iranianas consideradas “altamente credíveis”, segundo o analista Lourival Sant’Anna: capacidade de fechar o Estreito de Ormuz; atacar infraestruturas de refino que operam cerca de 2 milhões de barris por dia; e o papel relevante do gás vindo do Catar e dos Emirados Árabes Unidos, responsável por cerca de um quinto do gás mundial.
- A pressão iraniana já estaria surtindo efeito nos mercados internacionais, com temores de escalada aumentando impactos econômicos.
- Em caso de conflito prolongado, a resistência do mercado duraria cerca de duas semanas com medidas como garantias de resseguro a petroleiros e escoltas navais; períodos mais longos podem provocar colapso econômico grave e estagflação.
- Além disso, o Irã teria várias opções, incluindo milícias aliadas como os houthis, que podem lançar mísseis e drones, além de medidas para disruptar o Estreito de Ormuz via drones ou minas marítimas; há relatos de táticas como uso de jet skis para distribuir minas e enxames de drones.
O Irã elevou o tom após ataques recentes, avisando que responderá de forma contundente a qualquer ataque à sua infraestrutura energética e ameaçando incendiar o setor de petróleo e gás da região. A Guarda da Revolução Islâmica reforçou a posição do país diante da escalada no Oriente Médio.
Analista Lourival Sant’Anna, no CNN Prime Time, aponta três fatores que tornam as ameaças iranianas altamente credíveis. O primeiro é a capacidade comprovada de fechar o Estreito de Ormuz, controlando a passagem de petroleiros.
O segundo fator envolve riscos para infraestrutura de refino, com capacidade de produção de cerca de 2 milhões de barris diários. Além disso, o gás produzido por Catar e Emirados Árabes Unidos representa aproximadamente 20% do consumo mundial, conforme o analista.
Fatores que sustentam a credibilidade
O terceiro elemento destacado é a pressão já observada nos mercados internacionais, com temores de escaladaraising a percepção de impacto econômico real. Os analistas veem efeitos indiretos na volatilidade de preços e na confiança dos investidores.
A duração provável de um conflito também é relevante: o mercado conseguiria suportar cerca de duas semanas com medidas como garantias de resseguro para seguradoras de petroleiros e escoltas navais. Um período mais longo poderia agravar o cenário econômico.
Riscos operacionais e geopolíticos
Segundo Sant’Anna, o Irã dispõe de meios para atuar de forma ampla, inclusive com milícias aliadas, como os houthis do Iêmen, que ainda não entraram plenamente no conflito atual, mas possuem capacidade de lançar mísseis e drones.
A atuação poderia ainda visar o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial. Drones contra petroleiros ou minas marítimas são citados como meios factíveis para interromper a passagem.
Relatos de militares americanos no Golfo Pérsico descrevem táticas iranianas, incluindo o uso de jet skis para distribuir minas marítimas e enxames de drones capazes de sobrecarregar sistemas de defesa de navios.
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