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Manifestantes atacam escritório do Partido Comunista em Cuba

Protestos contra cortes de energia e escassez de alimentos resultam em ataque à sede do Partido Comunista em Morón, Cuba, sob tensão com os EUA

Anti-government protesters look on as a fire burns at a Communist Party office in Moron, Cuba, in this screengrab from video released on March 14, 2026 and obtained from social media.
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Manifestantes antigoverno atacaram um escritório do Partido Comunista na cidade de Morón, região central de Cuba, na madrugada de sábado, em protesto contra cortes de energia e escassez de alimentos.

Vídeos mostram incêndio e pessoas lançando pedras; Morón fica na costa norte, about 400 quilômetros a leste de Havana.

A tensão ocorre em meio a um bloqueio dos EUA, que reduziu as remessas de petróleo venezuelano para Cuba e aumentou a pressão econômica do país.

O governo cubano informou ter iniciado conversas com Washington para tentar neutralizar a crise; autoridades reconhecem dificuldades com energia, combustível e itens básicos.

Protestos públicos são incomuns em Cuba; na segunda-feira houve uma manifestação na Universidade de Havana após a suspensão de aulas presenciais.

Manifestantes antigoverno atacaram um escritório do Partido Comunista na região central de Cuba durante a madrugada de sábado, em Morón. O protesto, inicialmente pacífico, evoluiu para atos de vandalismo após confrontos com autoridades locais, segundo o jornal estatal Invasor.

O incidente ocorreu na cidade de Morón, na costa norte de Cuba, a cerca de 400 km a leste de Havana, perto de Cayo Coco. Vídeos nas redes sociais mostram fogo e pessoas atirando pedras contra o prédio, com cânticos de liberdade ao fundo. As verificações da Reuters indicam localização recente do material, sem data exata confirmada.

Bloqueio dos EUA e contexto econômico

Os Estados Unidos endureceram medidas contra Cuba após a detenção de Nicolás Maduro em janeiro, principal aliado externo de Cuba. O governo americano cortou remessas de petróleo venezuelano e ameaçou tarifas a fornecedores de petróleo para Cuba, agravando a escassez de energia, alimentos e medicamentos no país.

Cuba informou que já iniciou conversações com Washington para tentar neutralizar a crise. Prolongada queda de abastecimento de combustível afeta transporte público e serviços estatais, contribuindo para o descontentamento público que atinge, com menos frequência, manifestações de rua no país.

Corpo da notícia e desdobramentos

O Invasor descreve que o episódio teve início de forma pacífica e, após diálogo com autoridades locais, tornou-se vandalismo contra a sede do Comitê Municipal do Partido. Um grupo menor teria apedrejado a entrada e incendiado áreas externas com mobiliário da recepção.

Além do prédio do Partido, ocorreram ataques a outras instalações estatais na região, como uma farmácia e um mercado governamental. Não há confirmação de feridos no relatório inicial disponível.

Contexto acadêmico

Nesta semana, estudantes realizaram manifestação nas escadas da Universidade de Havana, após o governo suspender aulas presenciais. A decisão foi justificada pela escassez de combustível, que reduziu as opções de transporte e dificultou o retorno às aulas.

Morón já teve protestos significativos em momentos de crise, incluindo distúrbios em julho de 2021, considerados pelos analistas entre os maiores desde a revolução de 1959. A situação atual reforça fragilidades econômicas e sociais no território cubano.

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