- Autoridades colombianas de alto escalão reuniram-se com autoridades venezuelanas em Caracas nesta sexta-feira para tratar de cooperação energética, segurança e comércio.
- A presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou que as reuniões foram produtivas e pediu o fim das sanções dos Estados Unidos contra a Venezuela.
- A reunião presencial entre Venezuela e Colômbia foi a primeira desde a destituição de Nicolás Maduro, no início de janeiro; o encontro com o presidente colombiano Gustavo Petro foi cancelado por força maior.
- Rodríguez destacou que a colaboração entre os dois países deve ser economicamente frutífera, alinhada à visão de Simón Bolívar.
- A mesma sexta-feira viu o governo dos EUA ampliar isenções de sanções para facilitar investimentos em energia e permitir a exportação de fertilizantes.
O presidente interino da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou que autoridades colombianas e venezuelanas conversaram nesta sexta-feira, 13, em Caracas. O foco foi cooperação energética, segurança e comércio, com avaliação de reuniões produtivas.
As autoridades colombianas de alto escalão, incluindo os ministros das Relações Exteriores e da Defesa, participaram da reunião. A sinalização é de retomada de canais diplomáticos após a destituição de Nicolás Maduro no início de janeiro.
A agenda permaneceu centrada na melhoria de mecanismos bilaterais e no papel de Bolívar na visão comum entre os dois países. Rodríguez também pediu o fim das sanções antigas impostas pelos EUA contra a Venezuela.
A previsão inicial era um encontro entre Rodríguez e o presidente colombiano Gustavo Petro, que acabou cancelado por motivos de força maior. Não houve confirmação pública de nova data para o encontro presidencial.
Pedido por alívio de sanções
Rodríguez destacou que a cooperação deve gerar ganhos econômicos para os dois países. Em tom firme, pediu a suspensão de medidas coercitivas unilaterais que atingem comunidades venezuelanas e latino-americanas.
A fala ocorreu após fortalecer a relação com investidores e autoridades americanas, quando a Venezuela buscou atrair investimentos em petróleo e mineração. Em Caracas, o governo venezuelano sinalizou abertura a investimentos externos.
Na mesma semana, os EUA ampliaram as isenções de sanções para facilitar investimentos no setor de energia e permitir exportação de fertilizantes à Venezuela, conforme anúncio realizado em Washington.
A agenda diplomática entre Caracas e Bogotá segue como teste de cooperação regional. O objetivo declarado é estabilizar relações, ampliar comércio e consolidar acordo energético entre as nações.
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