- EUA indicam que a cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, pode ser adiada por causa da guerra no Irã, com datas previstas de 31 de março a 2 de abril.
- Pequim ainda não confirmou as datas da reunião.
- A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que a reunião é “muito provável” de ser adiada, mas que não está em risco; depende do momento oportuno.
- Trump afirmou que a China deveria ajudar a pressionar o Irã a reabrir o trânsito pelo estreito de Ormuz, que costuma transportar cerca de 20% da produção mundial de petróleo; a China é o principal cliente do petróleo iraniano.
- Autoridades destacaram que, se houver adiamento, será por motivos logísticos, e não por exigência de que a China patrulhe o estreito; a viagem pode permanecer em Washington para coordenação de ações.
O governo dos EUA indicou que a viagem do presidente Donald Trump à China, prevista para o fim de março, pode ser adiada por causa da escalada no Irã. A cúpula com o presidente Xi Jinping ocorreria em um contexto de tensões regionais.
A data anunciada era de 31 de março a 2 de abril, mas Pequim ainda não confirmou. A assessoria da Casa Branca disse considerar muito provável o adiamento, sem afirmar que o encontro esteja definitivamente cancelado.
Possível adiamento e motivações
Trump afirmou que a China deveria ajudar a manter aberta a rota do estreito de Ormuz, que corta o trânsito de petróleo. A China é historicamente dependente de importações pelo estreito e mantém vínculos com o Irã.
O Irã está envolvido em um conflito regional que recebeu atenção internacional, influenciando decisões de política externa e agenda econômica dos EUA. A Casa Branca disse que o momento é importante para avaliar o momento oportuno para a reunião.
O secretário do Tesouro indicou que o encontro pode ficar para depois por motivos logísticos, não por exigência de cooperação sobre Ormuz. Em Paris, o representante de Washington explicou que possíveis adiamentos não decorrem de pressão para cumprir pedidos específicos.
Scott Bessent, em entrevista, ressaltou que a viagem pode não ser a opção mais conveniente diante do conflito no Irã. Ele afirmou que a decisão depende de condições logísticas e da coordenação com Washington.
Caso as questões logísticas se alinhem, a reunião com Xi Jinping pode ocorrer conforme planejado. Do contrário, autoridades norte-americanas sinalizam que o calendário é passível de ajuste.
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