- Pesquisas indicam empate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno: Datafolha aponta 46% a 43%, e Quaest 41% a 41%, com margem de erro de dois pontos.
- Analistas veem consolidação da candidatura de Flávio nos últimos quatro meses, após apoio de Tarcísio de Freitas e fortalecimento na direita e no centrão.
- Governador de São Paulo deixou a disputa e apoiou Flávio, contribuindo para a transferência de votos.
- Cobrança de impostos no começo do ano — IPTU, IPVA e outros — é citada como fator que desagrada eleitores pragmáticos e pode favorecer maior antipetismo.
- Indefinição em eleitores jovens e mulheres preocupa: 44% dos entrevistados pela Datafolha não souberam em quem votar; intenção de voto de Lula entre 25 a 34 anos caiu no Datafolha, e 87% dos eleitores de Lula consultados na Quaest disseram que votariam nele no segundo turno contra Flávio.
O segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparece empatado em novas sondagens, com fatores econômicos, político de formalização de candidatura e a saída de Tarcísio da disputa influenciando o cenário. Especialistas destacam que impostos de início de ano ajudam a explicar a oscilação.
Últimas pesquisas indicam o empate: Datafolha aponta Lula com 46% e Flávio com 43%, com margem de erro de 2 pontos. A Quaest aponta 41% para ambos, também com margem de 2 pontos. Os números reforçam a tendência de consolidação de Flávio.
Governadores e alianças ajudam a leitura. Tarcísio de Freitas deixou a corrida após anúncio de apoio a Flávio, o que, segundo analistas, fortaleceu a posição do filho de Jair Bolsonaro. A transferência de votos foi rápida e expressiva para o candidato da direita.
Impostos no início de ano aparecem como fator adicional. IPTU, IPVA e outras taxas costumam influenciar eleitores pragmáticos, principalmente mulheres chefes de família, ainda que não haja vínculo direto com o governo federal. A isenção do IR para renda até 5 mil não apareceu nas pesquisas imediatamente.
Análises apontam variações entre segmentos. Jovens e mulheres exibem maior indecisão, com parcela relevante sem definição de voto. Dados de pesquisas indicam que a percepção de aprovação da gestão de Lula é menor que a de Bolsonaro no mesmo período de 2022, ajudando Flávio a ganhar fôlego.
Especialistas indicam que o cenário estadual pode definir o ritmo da campanha. Interlocutores lembram que avanços de Haddad em São Paulo ou Paes no Rio podem favorecer Lula; já o desempenho de Tarcísio no Sudeste tende a favorecer Flávio, conforme leitura de pesquisadores.
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