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Irã afirma que países do Golfo podem incentivar ataques dos EUA

O ministro das Relações Exteriores do Irã acusa estados do Golfo de estimular ataques dos EUA ao Irã e cobra esclarecimentos sobre conversas entre Mohammed bin Salman e Trump

Abbas Araghchi was responding to US media reports that Mohammed bin Salman’s public opposition to US attacks did not reflect his private position.
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  • O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que alguns Estados do Golfo que hospedam forças dos EUA podem estar, secretamente, incentivando ataques contra iranianos, e pediu esclarecimentos sobre relatos de que o príncipe Mohammed bin Salman pediu a Donald Trump para “atacar os iranianos com força”.
  • Araghchi reagiu a reportagens norte-americanas que sugerem que a posição privada do príncipe diverge da oposição pública aos ataques, solicitando que esse posicionamento seja esclarecido.
  • Ali Larijani, secretário do conselho de segurança nacional do Irã, fez um apelo aos muçulmanos do Golfo para refletirem sobre de que lado estão no conflito, questionando a ausência de apoio islâmico ao povo iraniano.
  • Os ataques iranianos se intensificaram, com drones atingindo Bahrain, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos, em uma das ofensivas mais amplas desde o início do conflito; o Irã também ameaçou manter o estreito de Hormuz fechado indefinidamente.
  • O aumento da influência do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica ficou evidente com a nomeação de Mohsen Rezaee como assessor militar do líder supremo, uma posição que reforça o controle do órgão sobre a estratégia de defesa.

Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou que alguns estados do Golfo que hospedam forças americanas podem, de forma encoberta, incentivar ataques contra o Irã. Ele pediu esclarecimentos sobre relatos de que Mohammed bin Salman teria conversado com Donald Trump aconselhando endurecimento contra o Irã.

O ministro respondeu a reportagens da imprensa dos EUA na semana em que o príncipe saudita supostamente divergia publicamente de ataques norte-americanos ao Irã, opinião que, segundo ele, não refletiria a posição privada do príncipe. Araghchi utilizou as redes sociais para cobrar explicações.

O Irã apontou que centenas de civis teriam morrido em ataques apoiados pelos Estados Unidos e Israel, incluindo mais de 200 crianças. O secretário do conselho de segurança iraniano intensificou o apelo para que muçulmanos do Golfo reflitam sobre o alinhamento no conflito.

Tensão no Golfo e novos desdobramentos

Ali Larijani afirmou que bases militares estrangeiras no Oriente Médio estão no alvo de ataques. O Irã prometeu seguir com ações contra o que descreve como agressão, ampliando ataques com drones em Bahrain, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos.

O governo iraniano também anunciou que fecharia o estreito de Hormuz indefinidamente a inimigos e apoiadores da agressão. A medida coincide com a nomeação de Mohsen Rezaee como assessor militar do líder supremo, fortalecendo o controle do Corpo de Guardiões da Revolução (IRGC).

A situação interna em Teerã registra cortes de energia e censura, com queda de acesso a jornais e redes de mensagens. O município de Teerã informou dezenas de ataques aéreos, elevando o número de vítimas para perto de 1,5 mil desde o início do conflito.

Em relação ao trânsito no Hormuz, autoridades iranianas afirmaram que navios de fora do conflito podem transitar mediante acordo pontual. Dois cargueiros indianos com gás foram autorizados a passar após negociações diretas entre Irã e Índia, sem um acordo permanente.

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