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Trump prevê EUA terem a honra de tomar Cuba durante apagão

Após apagão provocado pelo bloqueio de petróleo, EUA aumentam pressão; Trump diz ter a honra de tomar Cuba e admite mudança de regime

Donald Trump speaks to reporters in the Oval Office
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  • Trump afirmou na Casa Branca que terá “a honra de tomar Cuba” após o bloqueio de petróleo dos EUA mergulhar o país numa queda de energia total.
  • Washington intensifica pressão sobre Cuba, depois de bloquear petróleo venezuelano em janeiro e ameaçar tarifas a países que vendam óleo para Cuba, afetando a rede elétrica.
  • O New York Times informou que funcionários dos EUA teriam pedido a Cuba a remoção do presidente Miguel Díaz-Canel durante as negociações, citando quatro fontes.
  • Caso Díaz-Canel caia, o regime comunista permaneceria no poder em Cuba, conforme o objetivo de mudar o cenário político.
  • Trump tem enviado sinais de mudança de regime em Havana e, recentemente, mencionou que a tomada poderia não ser “amigável”, em meio a negociações entre os dois países.

Donald Trump afirmou, em fala à imprensa na Casa Branca, que espera ter a “honra de tomar Cuba” após a atualização de uma ofensiva norte-americana que bloqueou o petróleo ao país caribenho, levando a um blecaute total. A declaração ocorreu em meio a negociações entre Washington e Havana sobre o futuro político da ilha.

O anúncio ocorre no contexto de medidas de pressão dos EUA contra Cuba, incluindo a interrupção de fornecimentos de petróleo à ilha e a imposição de tarifas a países que vendem energia a Cuba. A ação visa pressionar o regime comunista que governa a ilha há décadas.

Segundo relatos de veículos norte-americanos, autoridades dos EUA teriam sugerido à liderança cubana que a atual presidência cubana seja removida durante conversas em andamento. A informação foi publicada por fontes não identificadas pelo New York Times.

A manobra faz parte de uma escalada de pressão que ganhou impulso após a detenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro no início do ano, aliado de Cuba, e depois de alianças militares na região. As ações incluem retirar apoio energético de Caracas para Havana.

Cuba, por sua vez, tem repetidamente rejeitado qualquer interferência externa em seus assuntos internos, afirmando que propostas de mudança de regime são aceitáveis apenas se respaldadas pelo povo cubano. O governo cubano mantém a defesa da soberania e da autodeterminação.

Díaz-Canel, de 65 anos, afirmou recentemente que as negociações com os EUA devem ocorrer com base na igualdade, no respeito mútuo às estruturas políticas de cada país e na soberania nacional. O governo cubano não confirmou nem desmentiu as informações sobre possíveis mudanças de liderança.

Contexto político e desdobramentos

  • Ações dos EUA contra Cuba incluem medidas de restrição energética e ameaças de tarifas para isolação econômica da ilha.
  • O quadro envolve negociações com Havana sobre governança, reformas e cooperação regional.
  • Dados oficiais não confirmam timidamente o que seria discutido, mantendo reservas sobre o resultado das conversas.
  • As partes envolvidas não divulgaram detalhes sobre prazos ou condições de um possível acordo.

As informações foram apuradas com base em reportagens da AFP e da Reuters, que acompanham os desdobramentos entre Washington e Havana.

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