- As negociações entre Cuba e os Estados Unidos concentram-se em reformas econômicas, não apenas em mudanças políticas, com possibilidade de acordo econômico envolvendo setores como portos, energia e turismo.
- Publicação do New York Times indicou que Washington pressiona pela substituição do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, por alguém mais favorável a reformas, gesto essencialmente simbólico que manteria o regime intacto.
- Díaz-Canel confirmou, em 13 de março, que há conversas para buscar soluções por meio do diálogo, sem especificar pontos de acordo ou temas em pauta, salientando que o processo está no estágio inicial.
- No plano humanitário, Cuba anunciou a libertação de 51 prisioneiros facilitada pela Santa Sé, e anunciou que cubanos no exterior poderão possuir ou investir em empresas privadas e interagir com o sistema financeiro.
- A aversão de cubano-americanos ao regime persiste entre a oposição, com pedidos para endurecer sanções e restringir remessas, enquanto representantes de ambas as pautas indicam que avanços dependem de concessões mútuas entre Washington e Havana.
O governo dos Estados Unidos pode buscar acordo econômico com Cuba, abrindo setores-chave para investidores, inclusive cubano-americanos, sem exigir mudanças políticas radicais. O tema surge em meio a negociações sobre reformas econômicas em Havana.
Díaz-Canel disse em 13 de março que Cuba e EUA discutem soluções por meio do diálogo para reduzir diferenças bilaterais e identificar áreas de cooperação. Não houve detalhes sobre pontos de consenso nem itens em pauta.
No dia anterior, Cuba anunciou a liberação de 51 prisioneiros com a mediação vaticana, gesto frequente em aproximações diplomáticas. O presidente citou ainda abertura para que cubanos no exterior participem da vida econômica e social do país.
Ontem, o ministro do Comércio Exterior informou que cubanos no exterior poderão possuir ou investir em empresas privadas, usar o sistema financeiro e associar-se a estatais, ampliando oportunidades para empreendedores da diáspora.
As negociações ocorrem em meio a declarações de autoridades dos EUA de foco econômico e de contenção de reformas políticas. Pequenas mudanças podem ocorrer sem alterar o regime cubano de forma estrutural, segundo relatos de Washington.
Relatórios indicam que Washington pressiona pela substituição simbólica do presidente cubano Miguel Díaz-Canel por alguém mais favorável a reformas, mantendo o regime no conjunto. A ideia seria facilitar reformas econômicas sem mudanças constitucionais.
Marco Rubio tem histórico de oposição a concessões políticas, mas sinalizou tratar mudanças graduais na economia como prioridade. A abordagem envolve avanços mensais, com avaliações periódicas de sanções.
Reforma e negociação também passaram pela participação de contatos próximos ao núcleo de poder cubano, como membros da família Castro e representantes de GAESA, o conglomerado militar. Tal dinâmica influencia o ritmo das conversas.
Um episódio marcante ocorreu em 25 de fevereiro, quando 10 exilados fortemente armados tentaram infiltrar-se na ilha. O confronto com a guarda costeira resultou em mortes e prisões, levando a uma resposta moderada de Washington.
Analistas ressaltam que o ambiente atual privilegia uma solução transacional, com foco econômico, em vez de ruptura institucional. O destino das negociações depende do equilíbrio entre as exigências americanas e a resistência cubana.
Fontes próximas às negociações destacam que o tema permanece em fase inicial, sem anúncio de acordo concreto. Havana enfatiza respeito à soberania e aos seus processos internos como condição para qualquer avanço.
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